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10 fatos estranhos e curiosos sobre a maconha

A maconha, a droga ilegal mais utilizada na maioria dos países ocidentais, está se tornando cada vez mais difundida entre as pessoas. Agora legalizada no Uruguai e em alguns estados americanos, como o Colorado e Washington, a maconha está caminhando para a regulamentação em vários outros lugares.

Nos Estados Unidos, 21 estados já permitem a posse e uso da maconha para fins medicinais, de acordo com o Instituto Nacional sobre o Abuso de Drogas dos EUA. Além disso, campanhas de legalização estão em andamento em Oregon, Califórnia e Alaska.

Mas será que você sabe tudo sobre ela e seus efeitos? Conheça alguns fatos curiosos sobre a cannabis.

1 – Origens

Não foi a geração hippie que descobriu a maconha. Na verdade, a origem da droga não é muito clara.

Por exemplo, o Drug Enforcement Administration Museum em Arlington, Virginia, diz que a referência mais antiga acerca da maconha é de 2727 a.C, quando o imperador chinês Shen Nung supostamente descobriu a substância e a utilizou para fins medicinais.

Mas existe um problema com essa afirmação.

Shen Nung, se é que existiu, não era imperador da China. O primeiro imperador da China unificada foi Qin Shi Huang, que nasceu em torno de 260 a.C – muito depois que o suposto imperador Shen Nung.

No entanto, os chineses parecem sim fazer parte da história da maconha. Cerca de 10 mil anos atrás, de acordo com o livro “A Arqueologia da China Antiga” (Imprensa da Universidade de Yale, 1968), os chineses decoravam cerâmicas com fibras de cannabis.

2 – Usos estranhos

O cânhamo não é usado apenas para o fumo. Suas fibras também podem ser utilizadas para fazer cordas e outros tecidos. Talvez o uso mais estranho para uma corda feita a partir da planta seja como método de transporte para estátuas gigantes. Em 2012, arqueólogos criaram reproduções das estátuas da Ilha de Páscoa, tentando entender como o povo da antiguidade conseguiu mover a estrutura extremamente pesada. Teólogos sugerem que rolos de madeiras tenham sido usados. Mas em 2012, o arqueólogo Carl Lipo, da Universidade Long Beach, provou que tudo que eles precisaram foi de uma corda feita das fibras de cânhamo.

Amarrando três dessas cordas na estátua, e usando uma equipe de 18 pessoas, eles conseguiram mover a estátua por 100 metros em menos de uma hora.

3 – Cânhamo vs Maconha

Qual é a diferença, de fato, entre o cânhamo e a maconha?

Genética. Em 2011, pesquisadores da Universidade de Saskatchewan anunciaram ter descoberto a alteração genética que permite que plantas psicoativas da cannabis (Cannabis sativa) dêem o efeito alucinógeno.

O cânhamo industrial é da mesma espécie que as plantas de maconha, mas não produzem a substância chamada tetrahidrocabinol. Isso acontece porque o cânhamo não possui a enzima que produz tal substância.

4 – Diferenças de gênero

A experiência de fumar pode ser bem diferente entre homens e mulheres, de acordo com um estudo de 2014 publicado no Drug and Alcohol Dependence. Realizando experimentos em ratos, a psicóloga Rebecca Craft descobriu que as fêmeas são mais sensíveis aos efeitos da cannabis que os homens, mas também possuem uma maior tendência a desenvolver uma tolerância para a droga. Isso, por sua vez, pode contribuir com os efeitos colaterais negativos da dependência.

5 – Maconha e animais de estimação

As pessoas usam a maconha para inúmeros fins, desde o tratamento de glaucoma, até para amenizar os efeitos da quimioterapia. Então porque os animais também não poderiam se beneficiar dos efeitos positivos da planta?

De acordo com um estudo de 2013, a maconha já é usada medicinalmente para tratar cães e gatos. Na maioria das vezes, os animais reagem ao consumo da maconha em poucas horas, mas em grandes quantidades ela pode ser fatal.

6 – A maconha faz mal para o coração?

A maioria dos debates sobre os efeitos da maconha na saúde focam em alterações no cérebro. Alguns defendem, por exemplo, que exista uma ligação entre a droga e um risco maior de desenvolver esquizofrenia e outros problemas psíquicos. Mas a maconha pode afetar seu coração também?

Em estudo de abril de 2014, pesquisadores analisaram 2000 casos de complicações médicas provenientes do uso da maconha na França e descobriram que 2% envolviam problemas cardíacos, incluindo nove infartos fatais. O estudo não tinha o intuito inicial de determinar o motivo pelo qual a maconha pode ocasionar problemas cardíacos.

No entanto, estudos anteriores descobriram que a marijuana pode aumentar o ritmo cardíaco e a pressão sanguínea.

7 – Ela está no ar

Em alguns lugares nós logicamente esperamos que existe uma ‘nuvem’ de fumaça de maconha no ar. Shows de reggae ou marchas pedindo a legalização, por exemplo. Mas e se dissermos que essa ‘nuvem’ está presente também nas ruas de Roma, na Itália?

Sim, de acordo com um estudo de 2012 realizado na Itália, existem traços de maconha flutuando no ar ao redor do Coliseu e do Panteão, em Roma, bem como em outras cidades italianas.

As cidades com maiores concentrações de maconha no ar são Florença e Bologna, mas não há motivo para se preocupar com isso. Os níveis da droga no ar são tão pequenos que não chegam a afetar a saúde humana.

8 – Sabonetes infantis

Em um caso curioso, um hospital do estado da Carolina do Norte observou um aumento no número de recém nascidos que estavam testando positivo para presença de maconha em sua urina. Descoberta essa que podia sugerir que a mãe estava fumando, e podia inclusive demandar envolvimento de serviços sociais. No entanto, eles não estavam sendo expostos à maconha: Estavam apenas ensaboados.

Uma investigação acerca dos testes mostrou que certos ingredientes presentes em vários tipos de sabonete para crianças causavam um falso positivoem testes desse tipo, conforme relataram pesquisadores em 2012. É claro que os sabonetes não continham, de fato, a droga, nem causavam efeitos.

9 – A maconha não é necessariamente tão ‘verde’

Não estamos falando da cor. O fato é que para produzir 1kg de maconha em estufas precisamos gastar a mesma energia que gastaríamos ao percorrer todo os EUA cinco vezes, de acordo com uma pesquisa recente da Lawrence Berkeley National Laboratory. Por isso, se a agricultura da maconha começar a crescer como é previsível – principalmente pelo aumento dos lugares que estão legalizando a droga -, medidas de sustentabilidade terão de começar a ser implementadas.

10 – Maconha vs corujas

Não é apenas o plantio de maconha em estufas que causa problemas. As plantações ao ar livre (principalmente as clandestinas), estão colocando corujas em risco, por conta dos venenos utilizando durante o cultivo. Em 2012, duas corujas foram encontradas mortas em Mendoncino, na Califórnia, e testaram positivo para veneno de rato.

Até mesmo as pessoas que cultivam a maconha de forma ilegal podem sofrer problemas de saúde. Em junho de 2013, um hospital na Albânia relatou um surto de doenças relacionadas à maconha, com mais de 700 pessoas tendo de passar por tratamentos em um único vilarejo do país. Trabalhadores situados próximos à vila de Lazarat, que tiveram contato prolongado com a cannabis, durante o plantio e colheita, apresentaram problemas como vômitos, dores estomacais, batimentos cardíacos irregulares, entre outros, de acordo com a Reuters.

Originalmente por Stephanie Pappas | LiveScience

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