25 anos: Heróis anônimos por trás do telescópio Hubble

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Em uma sala escura no Centro Espacial Goddard da Nasa, em Maryland, existe uma equipe focada de homens e mulheres, na tarefa diária de manter operante o mais célebre instrumento científico do planeta: o telescópio espacial Hubble. Na parede em frente aos cientistas, uma renderização em 3D ao vivo do Hubble é projetada sobre a parede – a sua orientação e posição na órbita há 550 quilômetros acima da Terra apresentados em tempo real para todos na sala.

Hoje, o Hubble está sendo utilizado para caçar planetas anões distantes, função que a missão New Horizons, da Nasa poderá ser capaz de fazer ao final deste ano, após seu sobrevoo histórico sobre Plutão. Tais objetos, encontrados no remoto cinturão de Kuiper, numa distância de 4 bilhões de quilômetros da Terra, podem ser capturados através de fotografias pelo refinado espelho que consiste no telescópio Hubble.

Quando o telescópio começou a ser pensado e projetado na década de 70, a Nasa insistiu que seu espelho primário deveria ser o maior espelho polido a partir do vidro já criado. A equipe de polimento, que era coordenado por Perkin Elmer, fez tal trabalho perfeito a fim de tornar um espelho de 2,4 metros em um espelho em ótimas condições.

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Para a meta do espelho, os engenheiros levaram três anos de polimento para conseguir seu acabamento final, várias vezes trabalhando 7 dias por semana. Tal compromisso com o trabalho ocasionou o cerne do sucesso para o Telescópio Hubble nas décadas que prosseguiram.

Porém, nos meses que se seguiram ao lançamento do Hubble em 1990, se teve a descoberta de que seu espelho tinha sido feito muito pouco mais plano em suas bordas, sendo o defeito corrigido no espaço, com a ida de astronautas ao encontro do telescópio.

Combinado com um software adaptado para compensar outros problemas que possam encontrar com o instrumento científico, o objetivo da equipe é se certificar de que eles têm, consigam pelo menos, manter o Hubble em funcionamento até o lançamento do seu sucessor, o James Webb Telescope, com a previsão de ser lançado em 2020.

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Segundo Ed Weiler, cientista-chefe do telescópio durante a maior parte de sua vida, o Hubble foi provavelmente o projeto científico mais bem sucedido que a Nasa já fez até hoje.

Fonte: The Guardian

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