5 partes humanas já criadas em laboratório

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Regenerar um membro faltante não é grande coisa – para uma estrela do mar ou salamandra, criaturas que são conhecidas pelos “superpoderes” regenerativos para substituir partes faltantes. Mas eles não são os únicos animais que podem reconstruir partes do corpo. Cervos podem recuperar até 30 quilogramas de chifres em apenas três meses. O peixe-zebra pode reconstruir seus corações, enquanto as planárias podem regenerar suas próprias cabeças.

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Para os humanos, porém, as partes perdidas não voltam?

As células individuais em seu corpo são constantemente substituídas à medida que se desgastam; um processo que diminui com o envelhecimento, mas continua ao longo da vida humana. Você pode até observar esta regeneração freqüente e visível em um dos seus órgãos: a sua pele. Os seres humanos perdem toda a sua camada externa de pele a cada duas a quatro semanas, perdendo cerca de 510 gramas de células epiteliais por ano, de acordo com a American Chemical Society.

No entanto, a regeneração de órgãos completos e partes do corpo está além do alcance da biologia humana. Nos últimos anos, os cientistas cultivaram com sucesso uma série de estruturas do corpo humano. Estruturas similares que foram testadas com sucesso em animais e órgãos humanos de pequena escala são conhecidos como organoides, e são usados ​​para estudar a função e estrutura de órgãos humanos em um nível de detalhe que anteriormente era impossível. Aqui estão alguns exemplos recentes:

Tubas uterinas

Usando células-tronco, cientistas do Instituto Max Planck para Biologia Infecciosa, em Berlim, cresceram a camada celular mais interna das tubas uterinas, as estruturas que conectam os ovários e o útero. Em um comunicado divulgado em janeiro, os pesquisadores descreveram os organoides resultantes como portadores de recursos e formas que são particulares às tubas uterinas reais.

Mini cérebro

Crédito de imagem: Universidade Estadual de Ohio.

Um cérebro do tamanho de uma borracha foi desenvolvido em laboratório a partir de células epiteliais por cientistas da Universidade Estadual de Ohio (OSU), e é estrutural e geneticamente semelhante ao cérebro de um feto humano de 5 semanas. Descrito como “um transformador de cérebro” por representantes de OSU, o organoide possui neurônios funcionais com extensões portadoras de sinal como axônios e dendritos. Na foto do mini cérebro, os rótulos identificam estruturas que normalmente são encontradas em um cérebro fetal.

Mini coração

 

Os pesquisadores fizeram com que as células-tronco se desenvolvessem em músculos cardíacos e tecido conjuntivo, e depois as organizaram em minúsculas câmaras. Em um vídeo da realização, as células musculares do coração (indicadas pelo vermelho no centro) estão batendo, enquanto o tecido conjuntivo (anel verde) protege o mini coração do prato onde ele está. Kevin Healy, professor de bioengenharia da Universidade de Berkeley, Califórinia, e co-autor do estudo, disse em um comunicado: “esta tecnologia pode nos ajudar a detectar rapidamente medicamentos que possam gerar defeitos congênitos cardíacos e orientar decisões sobre quais drogas são perigosas durante a gravidez”. A pesquisa foi publicada em março de 2015 na revista Nature Communications.

Mini rim

Uma equipe de cientistas australianos criou um mini rim, diferenciando células-tronco para formar um órgão com os três tipos distintos de células renais pela primeira vez. Os pesquisadores cresceram o organoide em um processo que seguiu o desenvolvimento normal do rim. Na imagem, as três cores representam os tipos de células renais que formam as diferentes estruturas dentro do rim.

Mini pulmão

Pesquisadores de várias instituições colaboraram para desenvolver organoides de pulmão 3D que possuíam brônquios. “Estes mini pulmões podem imitar as respostas dos tecidos reais e serão um bom modelo para estudar como os órgãos se formam e mudam com doenças, além das suas respostas a novos medicamentos”, afirmou Jason R. Spence, autor do estudo e professor de biologia celular na Faculdade de Medicina da Universidade da Michigan. Os organoides sobreviveram no laboratório há mais de 100 dias.

Traduzido e adaptado de Live Science.

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