5 vezes em que a ciência inspirou a arte

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O Grito

Edvard Munch pintou a composição icônica do quadro “O Grito” em 1893, após escrever em seu diário que estava inspirado por um céu vermelho-sangue que tinha visto enquanto andava com seus amigos na Noruega. A atmosfera impressionante e o fato de Munch ter dito que foi inspirado por um pôr do sol de verdade levaram a múltiplas teorias quanto a o que fez com que o céu ficasse com uma aparência tão tumultuosa naquela noite fatídica.

Uma hipótese popular é que Munch estava vendo os efeitos consequentes da erupção do Monte Krakatoa, da Indonesia, em 1883, que lançou tantas partículas no ar que arrefeceu o planeta inteiro – e criou um pôr do sol brilhante após a luz refletir nas partículas da matéria. Uma teoria mais nova sugere que Munch se inspirou em raras nuvens nacaradas, que criaram um efeito onduloso e perolado, visível somente no nascer e pôr do sol, particularmente no inverno em altas latitudes.

 

Ilustração cientifica como arte.

Maria Sibylla Merian viu coisas que outros não conseguiram. Em 1705, a artista e naturalista alemã esboçou uma tarântula comendo um beija-flor, um desenho que eventualmente daria nome a todo um gênero de aranhas, as aranhas-golias-comedoras-de-pássaros. Apesar de a gravura original ter sido criticada como “pura fantasia”, tarântulas realmente comem pássaros, ocasionalmente. Muitas das obras mais intrigantes de Merian foram criadas nos dois anos em que passou em uma expedição cientifica no Suriname, de 1699 a 1701. Ela documentou metamorfoses de insetos em detalhes nunca vistos antes, e suas representações vívidas da vida animal são procuradas ainda hoje.

 Climatologia Geográfica

Pôr do sol vulcânico.

Munch pode ou não ter sido inspirado por um pôr do sol influenciado por uma erupção vulcânica, mas outros artistas provavelmente foram.

Por exemplo, cientistas estudaram as pinturas de paisagens do artista romântico Joseph Mallord William Turner (mais conhecido como J.M.W. Turner). Turner é famoso por suas obras inspiradas pela natureza, que retratam mares tempestuosos, luas cheias e vistas de montanhas. De acordo com este estudo, publicado em 2014 no jornal Atmospheric Chemistry and Physics, Turner pintou espetaculares cenas do pôr do sol em 1816, na Inglaterra, causados por matérias da erupção do Monte Tambora em 1815, uma das mais fortes erupções vulcânicas já registradas. O efeito de esfriamento causado por toda a matéria expelida pelo vulcão na atmosfera criou o “ano sem verão,” que levou à falência de colheitas e escassez de comida na América do Norte e na Europa Ocidental.

O ano sem verão também pode ter inspirado Mary Shelley a criar o clássico Frankenstein: ela, seu marido escritor, Percy Bysshe Shelley e seu amigo Lorde Byron ficaram presos em uma casa por dias devido ao clima frio e úmido em uma viagem à Suíça naquele verão, e decidiram fazer uma competição de histórias de terror para passar o tempo.

Climatologia Geográfica

Obras de arte microbianas.

Bactérias e fermento se tornam tinta e gel de ágar se torna a tela no Concurso Anual de Arte em Ágar da Sociedade Americana de Microbiologia. Cada ano, microbiologistas com muita criatividade fazem obras de artes dentro das placas de Petri, como esta, feita por Mehmet Berkmen e Maria Penil e intitulada “Neurônios”. Os ganhadores tendem a ser aqueles cujo principal tema das obras é a ciência – em 2016, o primeiro lugar foi para uma representação de um esperma fertilizando um óvulo, feito principalmente com a bactéria Staphylococcus. “Neurônios” ganhou o prêmio em 2015, deixando para trás um mapa da cidade de Nova York, feito de micróbios e uma representação em levedura de uma fazenda em época de colheita.

Climatologia Geográfica

Noite estrelada e turbulenta.

“A noite estrelada”, de Vincent van Gogh, pode parecer fantástica, com as suas estrelas rodopiantes e pinceladas complexas. Porém em 2006, físicos da Universidade Nacional Autônoma do México ficaram curiosos sobre estes redemoinhos e os trataram como se fossem reais. O que eles acharam, segundo reportado pela revista Nature, foi que van Gogh representou com precisão um fluxo turbulento – em um nível matemático.

Essa incrível percepção física não apareceu somente em “A Noite Estrelada” de 1889, segundo os pesquisadores, outras percepções também podem ser vistas, em pinturas feitas quando Van Gogh estava sofrendo de episódios psicóticos e problemas de saúde mental. Duas pinturas feitas brevemente antes de van Gogh cometer suicídio em 1900, a “estrada com cipreste e estrela” e a “campo de trigos com corvos”, retratam a mesma turbulência, notavelmente precisa.

Climatologia Geográfica

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