A prática nem sempre leva à perfeição

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Todos nós somos bombardeados com a frase “a prática leva à perfeição” desde pequenos. Se não conseguimos escrever com uma letra bonita, precisamos de um caderno de caligrafia para escrever a mesma letra várias vezes até que ela fique bonita. Se somos ruins no futebol, entramos em uma escolinha e treinamos noite e dia. No entanto, ainda que isso funcione em certa escala, um novo estudo mostra que existe uma distinção entre a parte do cérebro que determina nossos talentos naturais e a área afetada pelo treino árduo sobre determinada tarefa. E essas áreas não se misturam.

O estudo envolveu 15 jovens adultos, que foram submetidos a aulas de piano durante seis semanas (nenhum dos participantes tinha muito contato prévio com o instrumento). Os pesquisadores descobriram que certas partes do cérebro eram, de fato, afetadas pela insistência dos treinamentos, mas outras estruturas cerebrais afetavam a qualidade da performance musical dos participantes, independentemente do esforço que os alunos aplicavam nos treinos.

piano

De acordo com Robert Zatorre, neurocientistas cognitivo da Universidade de McGill e uma dos envolvidos no estudo, os resultados mostram que nem sempre a prática leva à perfeição, e também têm relevância para a medicina e educação. Os pesquisadores encontraram uma área do cérebro que indicava antes das aulas o quão rápido um indivíduo iria aprender a tocar piano.

Evidente que apenas a predisposição, sem prática, não leva a resultados proveitosos na maioria das atividades. O fato é que algumas pessoas realmente têm mais facilidade (ou dificuldade) em aprender determinadas tarefas.

Visto em ScienceAlert

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