Acidentes com persianas levam duas crianças por dia para a emergência nos EUA

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As persianas são comuns em apartamentos, e até mesmo algumas casas também as utilizam nas janelas para proteger a residência da incidência direta do sol e/ou do frio no inverno. No entanto, de acordo com um estudo realizado recentemente nos Estados Unidos, elas também podem ser bastante perigosas.

O estudo, feita pelo Centro de Pesquisa e Política de Lesões no Nationwide Children’s Hospital, descobriu que cerca de 17 mil crianças com menos de seis anos de idade foram parar em emergências nos Estados Unidos por lesões causadas pelas persianas de 1990 a 2015. Em dia, isso significa duas crianças por dia. Foi registrada, em média, uma morte por mês relacionada a esse tipo de lesão – a maioria em casos onde a criança acabou se enforcando com a corda da persiana.

Os maiores perigos, justamente, vêm dessas cordas e cabos que são utilizados para levantar ou baixar as persianas, que podem acabar resultando em enforcamentos acidentais. Por isso, é sempre uma boa ideia manter esses cabos de alguma forma longe do alcance das crianças, e instruí-las sobre o perigo que representam.

“Existe uma ideia equivocada de que se nós observamos nossas crianças com cuidado, elas estarão seguras. Mas mesmo os melhores pais do mundo não conseguem observar suas crianças a cada segundo, todos os dias. Uma criança curiosa pode rapidamente se enforcar nessas cordas. Isso pode levar ao estrangulamento em questão de minutos, e os pais podem não conseguir fazer nada, pois em muitos casos as crianças não são capazes de fazer nenhum som durante isso”, explica o principal autor do estudo, Gary Smith, diretor do centro responsável pela pesquisa.

O risco maior fica por parte das crianças entre 1 a 4 anos de idade, pois é nessa época que elas começam a ganhar maior mobilidade e começam se ficar curiosas sobre os ambientes onde vivem. Gary Smith diz que é inaceitável que um perigo conhecido há tanto tempo continue tirando a vida de tantas crianças. Ele defende que padrões de segurança devem ser realizados à nível federal nos Estados Unidos para evitar esse tipo de risco.

Apesar do estudo ter focado em casos registrados nos Estados Unidos, não é exagerado dizer que seus resultados podem (e devem) impactar a forma como enxergamos essa realidade também no Brasil.

Com informações de Nationwide Children’s Hospital – via EurekAlert.

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