Arqueólogos encontraram vestígios de massacre sangrento na Suécia do século V

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Cerca de 1.500 anos atrás, incursores desconhecidos invadiram a pequena e próspera aldeia de Sandby borg, na costa da ilha Öland, e massacraram os habitantes, deixando os corpos onde eles caíram.

Agora, os arqueólogos na Suécia se depararam com esse mistério terrível. Com menos de 7% do local escavado, a equipe de pesquisa, liderada pelos arqueólogos Clara Alfsdotter, Ludvig Papmehl-Dufay e Helena Victor, já encontrou os restos de pelo menos 26 corpos.

A aldeia ficava dentro de um anel não muito longe da costa, contendo cerca de 50 casas cercadas por muros de 4 a 5 metros de altura. Cerca de 200 a 250 pessoas teriam vivido lá.

Na época, o Período Europeu de Migração estava em andamento, e foi um tempo instável e tumultuado; mas quem matou os aldeões e o motivo permanece um mistério.

A equipe de escavação escavou apenas três das casas – mas o que eles descobriram é comovente. Os corpos exibem sinais de traumatismo contuso, ou posições que indicam que morreram subitamente ou estavam inconscientes antes da morte.

Os restos mortais de uma criança de cinco anos e uma criança com apenas alguns meses de idade também foram encontrados, e dois esqueletos foram parcialmente carbonizados. Um esqueleto (retratado no topo deste artigo), de um adolescente com idade de até 15 anos, tinha os pés apoiados no abdômen de outro esqueleto, como se o jovem tivesse tropeçado ou caído de costas sobre outro corpo, sem nunca se levantar novamente.

Corpos também foram encontrados nas ruas, junto com restos de cães e gado, que poderiam ter morrido de fome, ou também foram mortos no ataque. Uma casa continha nove conjuntos de restos humanos.

Historicamente, as pessoas da área cremavam seus mortos. Tudo aponta para carnificina absoluta.

Broches encontrados no local.

Ainda mais curioso: o local é abundante em tesouros. Moedas de ouro, contas de vidro, broches dourados, anéis e pingentes de prata de alta qualidade foram encontrados espalhados. Tudo, exceto armas.

Quem saqueou a vila de Sandby não roubou o local – exceto, talvez, por armas potenciais, que podem ter sido tomadas como um troféu ou tributo aos deuses. Não se sabe se os moradores se defenderam – mas parece que não, disseram os pesquisadores.

“Danos que se assemelham a ferimentos de batalha comuns, como fraturas por aparos ou traumas faciais, ambos tipicamente produzidos contra oponentes, ainda não foram identificados”, escreveram os pesquisadores. “Esse padrão nos leva a concluir que os perpetradores eram um grande número de pessoas, atingindo simultaneamente várias casas e que várias das vítimas não estavam em condições de se defender”.

Embora a ilha na época fosse povoada por cerca de 15 outras aldeias, ninguém jamais visitou o local para saquear as casas ou interpor os corpos. Eles permaneceram onde eles caíram, a aldeia abandonada, até que os telhados desmoronaram e a cena macabra foi enterrada pelo tempo.

Um artigo detalhando o trabalho da equipe até agora pode ser lido na revista Antiquity.

Traduzido e adaptado de Science Alert.

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