As 25 descobertas arqueológicas mais bizarras já feitas

Na arqueologia, fragmentos de ossos e outros restos de pessoas mortas há muito tempo são coisas comuns. Mas algumas descobertas são simplesmente terríveis. Essa lista, do Live Science, reúne 25 descobertas arqueológicas de dar arrepios. Confira:

1 – Gladiadores decapitados

York Archaeological Trust
York Archaeological Trust

Um conjunto de esqueletos descoberto em York, na Inglaterra, possuía vários homens altos, que devem ter morrido antes dos 45 anos de idade. O que torna a descoberta terrível é que todos eles perderam suas cabeças – que foram enterradas com eles, às vezes em seus peitos e às vezes entre os pés ou pernas.

Os pesquisadores não têm certeza do motivo pelo qual a maioria dos esqueletos foram decapitados. Eles datam entre o segundo e quarto século d.C, quando a área era parte do norte do Império Romano. Como a maioria dos esqueletos eram particularmente altos e mostravam sinais de trauma, eles pode ser ossos de gladiadores, ou militares.

2 – Evidência de guerra

Marta Mirazon Lahr
Marta Mirazon Lahr

Cerca de 10.000 anos atrás, algo horrível aconteceu no que é agora o Quênia. Vinte e sete pessoas – homens, mulheres e crianças – morreram com traumatismos. Os seus ossos, descobertos em 2012 nos sedimentos do Lago Turkana, mostram as marcas de armas contundentes como tacos e projéteis afiados como flechas. Os arqueólogos pensam que o tamanho do grupo indica que ali pode ter havido uma guerr. Uma mulher (mostrada aqui) foi encontrada com os dois joelhos quebrados, as mãos estendidas na frente dela, levando os pesquisadores a pensarem que ela pode ter sido amarrada.

3 – Poço da morte

Chenal et al, Antiquity 2015
Chenal et al, Antiquity 2015

Um projeto de desenvolvimento imobiliário na França descobriu algo extremamente pavoroso em 2012: um poço de 2 metros de profundidade e 1,5 metros de diâmetro cheio até o topo de ossos.

O que era mais chocante é que os ossos incluíam braços e dedos cortados, bem como esqueletos de bebês, crianças e adultos. Os pesquisadores encontraram pelo menos sete braços, incluindo um de um adolescente. Em cima dos membros amputados, sete corpos tinham sido jogados na cova, incluindo o de um homem de meia-idade que tinha um membro superior cortado e evidências de golpes na cabeça. Os ossos possuíam mais de 5 mil anos de idade.

Acredita-se que os corpos tenham chegado até lá depois de alguma guerra.

4 – Tumor com dentes

Photo courtesy Núria Armentano, cropping by Owen Jarus
Photo courtesy Núria Armentano, cropping by Owen Jarus

Quando arqueólogos espanhóis descobriram o esqueleto de uma mulher romana de 1600 anos, ficaram surpresos com o que encontraram na sua região pélvica. Saindo de seus quadris, estava uma bola de osso calcificada contendo quatro dentes.

Essa bizarrice foi causada por teratoma, um tipo de tumor que surge de células germinativas. Células germinativas são os precursores de células humanas, para que eles possam formar partes do corpo como dentes e ossos. Os teratomas mais comuns são benignos, assim como o da pelve da mulher romana. A mulher provavelmente morreu por complicações do tumor, mas nunca imaginou o que estava nascendo dentro dela.

5 – Vampiros enterrados na Polônia

Matteo Borrini
Matteo Borrini

A verdadeira história por trás dos vampiros da Europa Oriental é possivelmente mais assustadora do que as histórias fictícias do Drácula e semelhantes. Entre os anos de 1600 e 1700 na Polônia, algumas pessoas foram enterradas com foices sobre seus pescoços ou rochas encravadas sob seus queixos. Essas precauções foram tomadas para evitar que os mortos saíssem de seus túmulos como vampiros que, os moradores locais acreditavam, voltariam para sugar o sangue dos amigos e da família.

Em 2014, pesquisadores descobriram que os “enterros de vampiros” no cemitério de Drawkso, na Polônia, envolviam corpos de moradores locais que não haviam morrido de traumas. Eles eram provavelmente vítimas de uma epidemia de cólera que os teria matado rapidamente, disseram os pesquisadores em entrevista ao Live Science.

6 – Remanescentes de uma caça às bruxas

Open Space Trust/Mither Kirk Project
Open Space Trust/Mither Kirk Project

Às vezes, uma descoberta arqueológica não precisa envolver ossos para ser perturbadora. Uma igreja do século XV em Aberdeen, na Escócia, contém um artefato como esse. A capela continha um pilar de pedra com um anel de ferro, que pode ter sido usado para conter as bruxas condenadas em 1597.

Aberdeen hospedou uma série de julgamentos de bruxas naquele ano, conhecido como a “grande caça às bruxas” Cerca de 400 pessoas foram julgadas e cerca de 200 executadas em um período de oito meses. As mortes foram terríveis. Um dos casos mais famosos, Jane Wishart, foi condenada juntamente com seu filho Thomas Leyis. Ambos foram estrangulados e depois queimados.

7 – Massacre da Guerra Civil

North News
North News

Uma tentativa de expandir a biblioteca na Universidade de Durham, no nordeste da Inglaterra, transformou-se em uma descoberta de dor e sofrimento, remontando o século XVII.

Os arqueólogos que escavavam antes da construção descobriram duas valas comuns que continham 1700 esqueletos, que remontavam a meados de 1600. Os esqueletos são provavelmente os restos de prisioneiros de guerra escoceses capturados durante a Terceira Guerra Civil Inglesa, uma batalha entre parlamentares liderados por Oliver Cromwell e soldados leais ao Rei Carlos II.

Os esqueletos pertenciam a homens entre 13 e 25 anos, sugerindo que eram militares. Eles mostraram poucos sinais de traumas e provavelmente morreram de doenças enquanto presos, sendo jogados, depois, em túmulos anônimos.

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8 – Pulmão mumificado

L. Brossard/Inrap
L. Brossard/Inrap

Múmias de corpo inteiro podem ser um pouco assustadoras. Mas quando você abre um sarcófago e não encontra nada além de um esqueleto e um pulmão… bem, você descobriu algo bem mais assustador.

Arqueólogos experimentaram exatamente isso quando abriram um sarcófago de pedra na Basílica de St. Denis, em Paris, em 1959. Os restos pertenciam a uma rainha chamada Arnegunde, que viveu entre cerca de 515 e 580 d.C.

Por um longo tempo, foi um mistério total o motivo pelo qual o corpo de Arnegunde se decompôs enquanto seu pulmão foi mumificado. Em abril de 2016, porém, pesquisadores relataram em uma conferência na Alemanha que eles tinham desvendado o mistério. O pulmão de Arnegunde mostrou traços químicos de compostos de plantas, bem como altos níveis de cobre. É provável que após a morte de Arnegunde, um fluido de embalsamamento feito de plantas e especiarias foi injetado em sua garganta, chegando até seu pulmão. A rainha foi enterrada usando um cinto de cobre, que tem propriedades antimicrobianas, por isso a combinação de ervas de embalsamamento e cobre provavelmente preservou o órgão.

9 – Esqueletos presos

Greek Ministry of Culture
Ministério da Cultura da Grécia

Pesquisadores encontraram dezenas de esqueletos em uma antiga vala comum próxima a Atenas. Os restos mortais possuíam pescoços flexionados e mandíbulas escancaradas. Suas expressões vazias não são o que tornam essa descoberta horrível: mas sim o fato que muitos dos esqueletos ainda possuírem grilhões.

Foram encontrados 80 esqueletos no local, com 36 apresentando grilhões de ferro em torno de seus pulsos. Os restos mortais pertenciam a prisioneiros que morreram entre cerca de 650 aC. E 625 aC, dizem arqueólogos.

10 – Estranho romance

Rozenn Colleter, Ph.D./INRAP
Rozenn Colleter, Ph.D./INRAP

O verdadeiro amor era para sempre para Louise de Quengo, a Senhora de Brefeillac. A viúva morreu em 1656 e foi enterrada com um acessório um tanto alarmante: o coração de seu marido.

Toussaint Perrien, cavaleiro de Brefeillac, morreu em 1649. Como às vezes era feito na época, seu coração foi removido, embalsamado e colocado em uma urna de chumbo.

“Era comum durante esse período ser enterrado com o coração do marido ou esposa”, disse Fatima-Zohra Mokrane, radiologista do Hospital Rangueil do Hospital Universitário de Toulouse, na França. “É um aspecto muito romântico para os enterros.”

Mokrane e colaboradores utilizaram imagens de ressonância magnética e tomografia computadorizada para estudar o coração de Perrien, bem como outros quatro de sepulturas de elite no Convento dos Jacobinos, no noroeste da França. Os órgãos foram tão bem preservados que os pesquisadores ainda podem ver acumulação de placa em muitas das artérias.

11 – Um trágico sacrifício

Scientific Reports & Gómez-Carballa et al.
Scientific Reports & Gómez-Carballa et al.

Alpinistas escalando perto de Aconcagua, na Argentina, em 1985, tropeçaram em uma lembrança bizarra do passado. Aninhada em uma estrutura de pedra, estava a múmia encolhida de uma criança de 7 anos de idade que morreu há cerca de 500 anos.

O menino foi vítima de sacrifício infantil. O ritual era chamado de capacocha, e foi praticado pelo povo Inca. Como em “Jogos Vorazes”, as crianças eram chamadas como tributo das regiões rurais para a cidade de Cuzco, onde viveriam por cerca de um ano antes de serem drogadas e colocadas em sua tumba para morrer ao relento. Muitas das múmias desse tipo apresentam fraturas no crânio, por isso há um debate sobre como eles foram mortos. As crianças podem ter sido nocauteadas para diminuir seu sofrimento, dizem arqueólogos.

12 – Punição coletiva

Chinese Cultural Relics
Chinese Cultural Relics

Você trabalha por anos, apoiando a primeira mulher imperatriz da China e exaltando sua ascensão ao poder. Você quebra seu próprio braço em vez de lutar contra ela por um exército rebelde. Você a ajuda a acalmar a desordem civil.

E então, seu irmãozinho faz você ser executado.

Essa é a triste história de Yan Shiwei, um dos funcionários favoritos de Wu Zetian, a fundadora da dinastia chinesa Zhou. Os arqueólogos descobriram o túmulo de 1.300 anos de Yan Shiwei e descobriram o conto em um epitáfio de pedra. O irmão mais novo de Yan Shiwei, Yan Zhiwei, se voltou contra Wu Zetian por volta de 699. Como punição coletiva, toda a família foi executada e, de acordo com as esculturas, “enterrada descuidadamente”.

13 – Ossos em árvores

Marion Dowd
Marion Dowd

Um episódio da 6ª temporada da série “Bones” envolve o caso de um esqueleto descoberto com uma árvore crescendo através dele. Algo semelhante realmente aconteceu na Irlanda.

Em 2015, uma árvore de 215 anos de idade caiu em uma tempestade de inverno em Collooney, na Irlanda. Enredada nas raízes estava uma massa de ossos. Eles vieram a pertencer a um menino que morreu entre o ano 1030 e 1200. O que deixou a descoberta ainda mais bizarra foi o fato de que as costelas do menino e as mãos mostravam marcas de faca, sugerindo que sua morte foi violenta.

14 – Pilha de ossos antigos

Javier Trueba / Madrid Scientific Films
Javier Trueba / Madrid Scientific Films

Um crânio repleto de fraturas em um esqueleto de 430 mil anos de idade foi encontrado em uma caverna espanhola, junto com outros 28 restos mortais. Os corpos parecem ter sido levados para lá de propósito, o que faz desse local um dos funerais mais antigos já encontrados.

15 – Canibalismo no Ártico canadense

© Parks Canada
© Parks Canada

Quando Sir John Franklin e sua tripulação partiram para sua expedição ártica em 1845, eles esperavam navegar na Passagem do Noroeste, e certamente não esperavam que eles estivessem recorrendo ao canibalismo dentro de poucos anos.

Os dois navios da expedição Franklin, o HMS Terror eo HMS Erebus ficaram presos no gelo … que não derreteu verão após verão. Em abril de 1848, 24 homens haviam morrido, e a tripulação restante partiu em uma tentativa de caminhar até o posto comercial mais próximo. Nunca se ouviu falar deles vez.

Com o tempo, os ossos de alguns membros da tripulação foram encontrados. Em 2015, os pesquisadores relataram no Journal of Osteoarchaeology que os ossos foram cortados e fervidos, e muitos foram até rachados para chegar à medula. A descoberta fala da situação muito desesperadora em que esses homens se encontraram. Nessa situação, o que você faria?

16 – Canibais Neandertais

Lalueza-Fox Lab.
Lalueza-Fox Lab.

A arqueologia é o estudo da sociedade humana – mas para os nossos propósitos, os neandertais são suficientemente próximos. Em 2010, os investigadores relataram a descoberta dos esqueletos de uma família de Neandertais em uma caverna na Espanha. O que torna a descoberta tão arrepiante é que os ossos mostraram sinais de canibalismo.
Três fêmeas adultas, três adultos do sexo masculino, três adolescentes, duas crianças e um bebê podem ter se tornado refeição para outro grupo de Neandertais. Esta família não é a única evidência de canibalismo entre essa espécie humana, disseram arqueólogos. Parece que quando os tempos ficavam difíceis, os neandertais não pensavam duas vezes antes de praticar canibalismo.

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17 – Criança queimada no Alasca

Maureen McCombs, University of Alaska Fairbanks
Maureen McCombs, University of Alaska Fairbanks

Cerca de 11.500 anos atrás, uma criança de 3 anos de idade foi queimada e enterrada em uma lareira no centro do Alasca. Após a cremação, a casa que abrigava a lareira foi abandonada.

O corpo solitário – encontrado na forma de fragmentos de ossos carbonizados ainda dispostos como estavam quando o fogo cessou.

18 – Mistério do túmulo

Jonathan Musgrave, University of Bristol.
Jonathan Musgrave, University of Bristol.

Enterrado, exumado, queimado e re-enterrado: Esse foi o destino pós-mortem do meio-irmão e sucessor de Alexandre, o Grande, Filipe III Arrhidaios, de acordo com textos históricos. A questão é, os arqueólogos encontraram o que restou do homem depois que seu povo se livrou dele?

Um túmulo real na Grécia contendo os ossos queimados de um homem e uma jovem mulher poderia ser o lugar de repouso de Filipe III e sua jovem esposa-rainha-guerreira Eurídice, que foram respectivamente mortos e forçados a cometer suicídio pela madrasta de Filipe III, Olímpia, Mãe de Alexandre, o Grande. Mas alguns pesquisadores argumentam que o homem sepultado é na verdade Filipe II, o pai de Alexandre, o Grande. Isso faria a mulher no sepulcro ser Cleópatra, a última esposa de Filipe II. (Uma Cleópatra diferente da famosa rainha egípcia, esta Cleópatra, no entanto, teve um fim trágico: ela foi morta ou forçada a cometer suicídio por Olímpia).

19 – Expedição do mal

©National Maritime Museum/ ©English Heritage
©National Maritime Museum/ ©English Heritage

A busca pela lendária Passagem do Noroeste causou muitas mortes, incluindo as de 129 exploradores que buscavam uma rota marítima pelo Ártico em 1845. Liderados pelo britânico Sir John Franklin, uma tripulação partiu para o desconhecido gelado, onde eles todos pereceriam de fome, hipotermia e exposição.

Para piorar as coisas, muitos dos restos dos homens mostram evidência de envenenamento por chumbo, provavelmente a partir dos alimentos enlatados que estavam comendo. Níveis elevados de chumbo no corpo podem causar vômitos, fraqueza e convulsões.

No início, os mortos receberam enterros adequados. Mais tarde na expedição, à medida que mais exploradores morreram, dizem os pesquisadores, os corpos foram deixados sem sepultura, e alguns podem ter sido canibalizados. Poucos corpos foram identificados, apesar das tentativas de reconstrução facial, como visto acima.

20 – Guerra química

Yale University Art Gallery, Dura-Europos Collection
Yale University Art Gallery, Dura-Europos Collection

As guerra da antiguidade são um assunto confuso, mas um grupo de 20 ou mais soldados romanos podem ter encontrado uma morte particularmente desagradável quase 2.000 anos atrás. Durante um cerco da cidade síria de Dura, de propriedade romana, os soldados persas cavaram túneis debaixo das muralhas da cidade, numa tentativa de miná-los. Os romanos retaliaram cavando seus próprios túneis em uma tentativa de interceptar os persas. Mas os persas os ouviram, e alguns arqueólogos pensam que prepararam uma armadilha terrível: uma nuvem de fumaça petroquímica nociva que teria transformado os pulmões dos romanos em ácido.

Os túneis foram escavados nos anos 20 e 30, e foram novamente enterrados. Mas alguns arqueólogos modernos pensam que a disposição dos esqueletos e a presença de enxofre e cristais de betume sugerem uma guerra química.

21 – O primeiro leproso

Gwen Robbins
Gwen Robbins

A leptra, agora conhecida como hanseníase, há muito leva um estigma. A doença não é muito contagiosa, mas os leprosos foram banidos e desprezados ao longo da história, em parte devido às feridas desfigurantes causadas pela doença.

Um achado arqueológico sugere que o estigma em torno da hanseníase remonta tempos bem antigos. Um esqueleto de 4 mil anos de idade descoberto na Índia é a mais antiga evidência arqueológica conhecida da hanseníase. O fato de que o esqueleto sobreviveu ao tempo sugere que a pessoa era um pária: a tradição hindu exigia a cremação, e somente aqueles julgados impróprios eram enterrados. O esqueleto foi enterrado em um recinto de pedra cheio de cinzas de esterco de vaca, uma substância que se pensava ser sagrada e purificadora.

22 – Guerreiro leproso

Mauro Rubini
Mauro Rubini

Leprosos nem sempre foram universalmente odiados. Na Itália medieval, eles podem até ter se juntado às fileiras de soldados e lutado em batalhas. Um esqueleto recentemente descoberto em um cemitério italiano medieval traz sinais de lepra, bem como o que parece ser uma ferida de espada. O homem, que pode ter morrido na batalha, foi enterrado com seus companheiros.

Outras sepulturas no cemitério são igualmente macabras. Pelo menos dois continham os corpos de homens que sobreviveram a um traumatismo craniano, incluindo o que parece uma ferida de machado de batalha. Um homem, provavelmente ferido por uma maça, parece ter passado por uma versão medieval da cirurgia cerebral após a lesão.

23 – Sacrifício de um acrobata

© Galina Barskaya | Dreamstime.com
© Galina Barskaya | Dreamstime.com

Evidências de sacrifício humano são encontradas em todo o mundo, mas a descoberta de um possível local de sacrifício, relatado em 2008 na revista Antiquity, parece particularmente bizarro. Em um antigo edifício no que é hoje a Síria, os arqueólogos descobriram um estranho arranjo de ossos humanos e animais. Três esqueletos humanos estavam lado a lado, sem cabeça. Julgando por lesões esqueléticas incomuns e áreas superdesenvolvidas em ligamentos e ossos, os pesquisadores identificaram um dos esqueletos como um possível acrobata.

O edifício estava cheio de terra e abandonado depois que os corpos sem cabeça foram deixados lá, levando os pesquisadores a suspeitar que os animais e animadores eram sacrifícios, talvez deixados lá após um desastre natural de algum tipo.

24 – Sacrifício humano

Hellenic Ministry of Culture, Education and Religious Affairs
Hellenic Ministry of Culture, Education and Religious Affairs

Um menino adolescente enterrado em um altar antigo no Monte Lykaion, na Grécia, pode ter sido um sacrifício ao deus Zeus.

O local tem uma associação com o sacrifício humano em textos antigos, incluindo uma lenda de que um rei chamado Lycaon uma vez sacrificou um bebê no altar e prontamente se transformou em um lobo. Essa história foi passada pelo escritor Pausanias, que viveu de 110 a 180 d.C. Os pesquisadores não sabem se o garoto adolescente foi um verdadeiro sacrifício humano, mas é um lugar incomum para um enterro, disseram.

25 – Canibalismo nas cavernas

Royal Belgian Institute of Natural Sciences
Royal Belgian Institute of Natural Sciences

Os neandertais comiam uns aos outros? Um grupo de ossos encontrados em uma caverna da Bélgica sugerem que a resposta é sim.

Em julho de 2016, pesquisadores relataram que descobriram cicatrizes e marcas de marteladas em fragmentos ósseos de quatro adultos e um jovem neandertal que viveram entre 40 e 45 mil anos atrás. A evidência era “inequívoca” para o canibalismo, disseram os cientistas. Os neandertais foram massacrados ao lado de cavalos e renas, cujos ossos foram encontrados ao lado dos parentes humanos. Evidências de canibalismo entre neandertais foram encontradas em outros locais europeus, incluindo a Espanha, onde alguns ossos pareciam ter sido quebrados para chegar até a medula.

Originalmente por Stephanie Pappas | LiveScience

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