Astrônomos encontram misterioso asteroide híbrido em nossos sistema solar

NASA, ESA, e J. Agarwal (Max Planck Institute for Solar System Research)
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Originalmente por Mike McRae | ScienceAlert

O telescópio Hubble, sempre atento ao que acontece no espaço, já fez uma série de grandes descobertas. Agora, podemos acrescentar mais uma à lista: um asteroide binário, que também é um cometa.

Os astrônomos encontraram um par desses asteroides, girando entre eles, deixando um fluxo de poeira por onde passavam. Essa descoberta, além de bonita, levanta algumas questões sobre esses “híbridos”.

O objeto binário foi visto pela primeira vez em 2006, como parte do programa de pesquisa de asteroides chamado Spacewatch. Na época, recebeu o nome de 2006 VW139. Mas foi apenas seis anos mais tarde que os cientistas perceberam que ele tinha algo de diferente. Apesar de ser um cometa, ele tinha características de cometa, como a “cauda” que o acompanhava por onde ia.

O asteroide, no entanto, é apenas um das dezenas de semelhantes que já foram encontrados. Sua peculiaridade, no entanto, é que ele se divide em duas partes. O 2006 VW139 é feito de um par de grumos de tamanho igual, que orbitam entre si a uma distância de pouco menos de 100km. É justamente o fato do corpo ter se partido ao meio que chama a atenção dos cientistas.

A NASA fez uma série de imagens dos “gêmeos” neste mês de setembro, quando eles se aproximaram do Sol. Com imagens claras do núcleo e da cauda do objeto, suas características de cometa foram confirmadas.

NASA, ESA, e J. Agarwal (Max Planck Institute for Solar System Research)

“Nós detectamos indícios fortes de sublimação de água congelada por conta do calor – similar à forma como a cauda de um cometa é formada”, disse a líder da equipe, Jessica Agarwal, do Instituto Max Planck de Pesquisa do Sistema Solar.

De acordo com os pesquisadores, o 2006 VW139 pode ter se partido há 5000 anos, por conta da própria rotação. A grande questão, no entanto, é quão comum esses objetos são dentro do Sistema Solar.

“Nós precisamos de mais informações teóricas e trabalho observacional, bem como outros objetos similares a esse, para poder encontrar respostas para essa questão”, disse Agarwal.

A pesquisa será publicada na revista ‘Nature’.

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