Astrônomos podem ter registrado a primeira imagem de um buraco negro

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Originalmente publicado por Laurence Coustal | Phys

Traduzido e adaptado por Matheus Gonçalves

Depois de utilizar uma rede de telescópios que se encontra por quase todo o planeta apontando para o coração da nossa galáxia por cinco noites seguidas, astrônomos afirmam que podem ter registrado a primeira fotografia de um buraco negro. Levará meses para desenvolver a imagem, mas se os cientistas conseguirem, os resultados podem ajudar a responder perguntas sobre a formação e história do universo.

“Em vez de construir um telescópio tão grande que provavelmente desmoronaria sob seu próprio peso, combinamos oito observatórios como se fossem pedaços de um espelho gigante”, disse Michael Bremer, astrônomo do Instituto Internacional de Pesquisas de Radioastronomia (IRAM). “Isso nos deu um telescópio virtual tão grande quanto a Terra”. Quanto maior o telescópio, melhor a resolução e o nível de detalhamento.

O buraco negro supermassivo analisado está localizado no centro da Via Láctea, em uma região conhecida como constelação de Sagitário, a cerca de 26.000 anos-luz da Terra. A astronomia teórica nos diz que quando um buraco negro absorve matéria – planetas, detritos ou qualquer partícula que se aproxime o suficiente – um breve flash de luz é visível. Os buracos negros também têm um limite, chamado de horizonte de eventos.

O astrônomo britânico Stephen Hawking comparou de forma notável a travessia da fronteira do horizonte de eventos com passear pelas Cataratas do Niágara em uma canoa: se você está acima das cataratas, ainda é possível escapar se fugir com força suficiente. Uma vez que sua canoa cair na cachoeira, não há nenhuma forma de voltar para a parte de cima e impedir a queda.

Todos os dados coletados (cerca de 500 TB por observatório) serão coletados e enviados para o Haystack Observatory, do MIT, onde será processado por supercomputadores.

“Pela primeira vez em nossa história, temos a capacidade tecnológica de observar buracos negros em detalhes. O telescópio virtual apontado para o centro da Via Láctea seria capaz de ver uma bola de golfe na Lua”, disse Bremer. “As imagens surgirão na medida em que combinarmos todos os dados. Mas teremos que esperar vários meses para o resultado.”

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