A atividade tectônica da Terra pode ser a chave para suportar vida

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As placas tectônicas – que dividem a crosta terrestre e remodelam nosso planeta em um processo contínuo e dinâmico – podem ser a chave para a vida. Na verdade, porque a Terra é o único planeta conhecido por ter vida e atividade tectônica, os pesquisadores estão se perguntando se há uma relação entre as duas coisas. Alguns pesquisadores acreditam que a vida só é possível através da regulação de temperatura que é transmitida a um planeta através das mudanças nas placas.

Se as placas tectônicas são essenciais para a vida, encontrar a vida em outro lugar – ou mundos que podem suportá-la – pode depender de encontrar planetas com atividade tectônica. Cayman Unterborn, um astrônomo da Universidade Estadual do Arizona, publicou pesquisas que indicam que alguns exoplanetas podem sustentar placas tectônicas por longos períodos de tempo.

A compilação dos resultados que Unterborn e sua equipe sugerem que não só as placas tectônicas são raras, mas também podem ser difíceis de sustentar mesmo quando ocorrem. Ainda assim, se os astrônomos estão certos de que até 40 bilhões de planetas potencialmente habitáveis que existem em nossa galáxia, mesmo que as descobertas do estudo estejam corretas, cerca de 13 bilhões de planetas ainda podem ser mundos habitáveis.

Quão importante para a vida são as placas tectônicas? Elas parecem ter sido vitais aqui na Terra ao evitar o congelamento do planeta. E, embora existam evidências de atividade geológica em planetas sem placas tectônicas, a atividade não existe mais. Isso sugere que essa atividade não pode ser mantida sem as placas. Em outras palavras, as placas tectônicas podem não ser a chave para toda a atividade geológica – mas poderia ser a chave para manter a atividade geológica e estabilizar a temperatura.

Esta última pesquisa contradiz um trabalho anterior que teorizou que placas tectônicas seriam quase inevitáveis em planetas rochosos maiores. O trabalho de Unterborn leva em conta não apenas o tamanho de um planeta, mas também sua composição. Obviamente, não havia como estudar de perto o núcleo de outros planetas (pelo menos ainda não), então Unterborn e sua equipe usaram modelos de computador para prever como o manto e a crosta dos planetas estudados se pareceriam com base na composição de suas estrelas hospedeiras.

Os resultados destacam que a habitabilidade de um planeta não pode ser determinada apenas pela distância orbital da sua estrela. A densidade também é insuficiente para determinar a potencial habitabilidade. Unterborn vê seu trabalho como o próximo passo em um novo campo: exogeologia – o casamento da geologia e da astronomia.

Unterborn e seus colegas propuseram estudar como diferentes materiais reagem sob altas temperaturas e pressões para o Instituto de Astrobiologia da NASA. O objetivo seria explorar como as placas tectônicas começam em um planeta, à medida que a mudança de materiais quebra a litosfera.

Traduzido e adaptado de Futurism.

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