A biodiversidade da Antártida está sendo ameaçada pelo turismo e poluição

Focas: Os igodes da foca são usadas para pereeralgumas mudanças na água, e também perceber a presença de uma peixe.
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Originalmente publicado em Phys

 

Um estudo internacional inédito tem desmerecido a visão popular de que a Antártica e o oceano que a cerca estão em melhores condições ecológicas do que o resto do mundo.

O estudo, publicado recentemente na PLOS Biology e envolvendo um grupo interdisciplinar de 23 pesquisadores, comparou a biodiversidade da Antártica e sua gestão com a do resto do mundo.

Os resultados mostram que, ainda que a região esteja se saindo relativamente bem em algumas áreas, como na gestão de espécies invasivas, ela esta ficando para trás em outras, como o gerenciamento de áreas protegidas e a regulação de bioprospecção, e outras ameaças estão se aproximando.

“A biodiversidade na região da Antártica têm constantemente caído entre as fendas, devido ao desenvolvimento de rachaduras nas coberturas de gelo,” disse o coautor do estudo, Peter Stoett, professor de ciências políticas na Faculdade de Artes e Ciências de Concordia.

Para Stoett, que fez extensas pesquisas sobre politicas quanto a espécies invasivas em oceanos, os resultados do estudo são bastante desagradáveis.

“A biodiversidade esta enfrentando complicações nesta região tanto quanto em qualquer outro lugar, apesar da paisagem de natureza intocada,” ele afirma. “Cada vez mais pessoas estão visitando a Antártica por turismo, e a pesca descontrolada continua sendo um problema. Mas as maiores ameaças provêm de tendências globais: oceanos mais quentes, geleiras derretendo e poluição transnacional, por exemplo. Isso não deve ofuscar algum sucesso, mas nós precisamos ficar atentos e conscientes do que está acontecendo.”

Para o estudo, Stoett e seus coautores se encontraram em Mônaco e focaram em 20 metas de biodiversidades – conhecidos como as metas Aichi – definidos pela Convenção de Diversidade Biológica (CBD) para ajudar a alcançarem progresso parando a perda de biodiversidade. Este estudo marca a primeira vez que as metas Aichi foram aplicadas na Antártica e no oceano antártico, duas áreas que combinadas totalizam cerca de 10% da superfície do planeta.

Esta recente análise dos cientistas garante que as futuras avaliações feitas no âmbito do Plano Estratégico para a Biodiversidade 2011-2020, da CDB, serão verdadeiramente globais.

“Afinal, as perspectivas para a biodiversidade e conservação para a Antártica e seu oceano não são diferentes que as do resto do planeta,” disse o professor Steven Chown, o líder do estudo e diretor da Escola de Ciências Biológicas na Universidade Monash, em Melbourne, na Austrália.

Na visão de Stoett, é importante ir além do sistema do Tratado da Antártica, que garante a segurança da Antártica para pesquisas científicas, para desenvolver uma estrutura governamental para a biodiversidade da região.

“A  Antártica não está inclusa no CBD,” explica Stoett. “Apesar de existirem acordos entre os países do Tratado da Antártica para proteger os recursos naturais, precisamos de um esforço mais combinado que inclui desde os efeitos do turismo até uma melhor monitoração de áreas dedicadas à conservação. Em resumo nós precisamos de uma plataforma de pesquisa cientificas e politicas mais abrangente para a conservação da Antártica, e precisamos perceber que as contribuições para a mudança climática, detritos marinhos, e acidificação do oceano estão trazendo sérios impactos não somente para os fotogênicos pinguins, mas para toda a surpreendentemente robusta biodiversidade desta região.”

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