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Buracos negros disparam ‘esferas gasosas’ após devorar estrelas

Originalmente por Samantha Matthewson | LiveScience/Space.com
Traduzido e adaptado por Leonardo Ambrosio.

O universo nunca descansa. Há sempre algo incrível acontecendo, e quanto mais estudamos, mais fenômenos e reações físicas e químicas encontramos no vasto breu em que estamos inseridos.

Você provavelmente conhece os buracos negros, e sabe que eles costumam “engolir” estrelas e tudo que encontram pela frente. E em mais um exemplo desses fenômenos de tirar o fôlego, quando um buraco negro engole uma estrela, ele “vomita” pequenas bolas de gás, do tamanho de um planeta. E alguns desses globos, de acordo com uma nova pesquisa, podem se aproximar a algumas centenas de anos-luz de distância da Terra.

Conforme a ciência já sabe há algum tempo, é comum que existam buracos negros supermassivos no centro das galáxias. Isso ocorre, como um exemplo bem próximo, na Via Láctea. Esses massivos corpos cósmicos que habitam o interior das galáxias são dotados e uma incrível força gravitacional, capaz de sugar estrelas vizinhas e destruí-las em pedaços. Como resultado desses eventos (que são mais comuns do que às vezes imaginamos), é liberada uma corrente de gás quente que pode se aglomerar. A novidade, de acordo com o Centro de Astrofísica de Harvard-Smithsonian (CfA) é que essas correntes de gás podem formar objetos do tamanho de um planeta.

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Depois de engolirem estrelas, os buracos negros liberam esferas de gases que podem chegar a até 100 anos-luz de distância da Terra. / Créditos da foto: Mark A. Garlick/CfA

“Uma estrela que tenha sido triturada (por um buraco negro) pode formar centenas destes objetos, que possuem o tamanho de um planeta”, disse Eden Girma, um estudante da Universidade de Harvard e principal autor do estudo. “Então, nos perguntamos: “Para onde eles vão? Será que chegam perto de nós? Nós desenvolvemos um modelo de computador para responder a essas perguntas”.

Os resultados da pesquisa indicaram que esses globos liberados pelos buracos negros podem chegar a centenas de anos-luz de distância da Terra, e pesam mais que Júpiter. Mas vale ressaltar que essas esferas de gás possuem diferenças gritantes em relação aos planetas, apesar de parecerem semelhantes.

“Demora apenas um dia para que o negro destrua uma estrela, e apenas um ano, em média, para que os fragmentos resultantes se reorganizem”, disseram os pesquisadores da CfA. “Isso contraste com os milhões de anos de são necessários para criar um planeta como Júpiter, desde o começo”.

Essas bolas que são “cuspidas” pelos buracos negros viajam a velocidade de aproximadamente 32 milhões de km/h, o que significa que levam cerca de um milhão de anos para chegarem perto da Terra depois de serem lançadas. Entretanto, os pesquisadores dizem que algumas dessas formações deixam inteiramente a nossa galáxia. Segundo o astrofísico da CfA James Guillochon, coautor do estudo, galáxias como Andrômeda estão atirando essas esferas em nós o tempo todo. Agora, a ideia dos pesquisadores é investigar essas esferas utilizando tecnologias como o Grande Telescópio Sinóptico que está sendo construído no Chiel, bem como o Telescópio Espacial James Webb (que tem lançamento previsto para 2018). Entretanto, os cientistas antecipam que talvez seja difícil distinguir essas formações cósmicas de planetas flutuantes.

As descobertas do estudo foram apresentadas na 229ª reunião da Sociedade Americana de Astronomia, realizada entre 3 e 7 de janeiro em Grapevine, Texas-EUA.

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