Câncer cerebral: Causas, sintomas e tratamento

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Originalmente por Alina Bradford | Live Science

É chamado de câncer cerebral aquele câncer que começa a se apresentar no cérebro. Já o tipo de câncer que começa em outra parte do corpo e depois se move até o cérebro é chamado de tumor cerebral metastático.

O cerebral pode mudar o comportamento de uma pessoa e pode ser fatal. Felizmente, muitas pessoas jamais passarão por essa doença. De acordo com a Sociedade Americana do Câncer, a chance de desenvolver um tumor maligno no cérebro ou na medula espinhal é inferior a 1%, o que significa que um a cada 140 homens e uma a cada 180 mulheres podem ser afetadas por essa doença.

Causas

O câncer cerebral é causado por um crescimento anormal de células em um tecido do cérebro. Astrocitomas anaplásicos e glioblastomas compõem cerca de um terço dos tumores cerebrais em adultos, e os astrocitomas são os mais comuns entre crianças, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer nos EUA. Astrocitomas anaplásicos, astrocitomas e glioblastomas desenvolvem-se a partir de células do cérebro chamadas de astrócitos, que envolvem e protegem outras células nervosas. Os tipos de câncer no cérebro são diferenciados pela forma como as células se apresentam, e é dado um grau de I a IV para a doença.

Sintomas

Como o cérebro é a ‘sala de controle’ do corpo, o câncer nessa região pode afetar diferentes partes do corpo. Os sintomas mais comuns de tumores cerebrais são dores de cabeça, tontura, fraqueza, convulsões e mudanças de comportamento, de acordo com Dr. Andrew E. Sloan, diretor do Centro de Neuro-Oncologia e Tumores Cerebrais, e professor do Departamento de Cirurgia Neurológica do Centro de Câncer da University Hospitals Seidman.

A Mayo Clinic também cita esses sintomas:

* Dificuldades para falar
* Problemas de audição
* Mudança no padrão das dores de cabeça
* Náuseas e vômitos inexplicáveis
* Problemas de visão, como visão embaçada, dupla ou falha de visão.
* Perda gradual da sensação ou do movimento de um braço ou perna
* Dificuldade em manter o equilíbrio
* Confusões em assuntos do dia a dia

Dores de cabeça normalmente são associadas com câncer cerebral, mas algumas pessoas podem possuir a doença e não apresentar esse sintoma, diz Sloan. Mas normalmente isso não acontece.

“A dor de cabeça é um sinal que o tumor está pressionando o cérebro e aumentando a pressão no local”, disse o neurocirurgião Charles Park, diretor do Minimally Invasive Brain and Spine Center, da Mercy Medical Center, em Baltimore, nos Estados Unidos. “Então, é verdade que a dor de cabeça está quase sempre presente, desde que o tamanho do turmo seja suficientemente grande. Além disso, a localização é muito importante. Dependendo da área cerebral afetada, os sintomas podem variar”.

Diagnóstico

Se um médico suspeitar de um tumor cerebral, o paciente normalmente é encaminhado para um especialista. Este, deverá checar a audição, visão, coordenação, equilíbrio, força e reflexos, buscando encontrar anormalidades que possam apontar para o câncer. O especialista deve também realizar exames de ressonância e tomografias para encontrar o possível tumor, de acordo com a Mayo Clinic.

Se um tumor é encontrado, uma biópsia normalmente é requisitada. A biópsia é a coleta e examinação do tecido em questão. Esse procedimento serve para descobrir se o tumor é cancerígeno ou benigno.

Tratamento

Existem muitas formas de tratar um câncer cerebral. O tratamento depende do local onde está localizado o tumor, o quão avançado ele está e seu tipo. Algumas opções incluem cirurgia, quimioterapia, tratamento por radiação, radiocirurgia e terapias com medicamentos, de acordo com a Mayo Clinic. As taxas de sobrevivência variam de acordo com o tipo de câncer, com a progressão da doença e outros fatores.

Apesar da crença popular de que a maioria dos cânceres cerebrais não são operáveis, isso não é verdade. De acordo com Michale Schulder, especialista em cirurgia neurológica, diz que quase sem exceções é possível pelo menos realizar uma biópsia em que alguém com câncer cerebral, se não for possível nada além disso.

De acordo com Schulder, no futuro novas técnicas poderão substituir as biópsias. Mas até lá, nossas técnicas modernas permitem que a maioria dos tumores sejam cirurgicamente removidos.

Segundo Sloan, o “inoperável” é diferente para cada cirurgião. “É estimado que cada neurocirurgião dos EUA opere em média dois a três tumores por ano. Sub-especialistas, atuantes em centros como o UH-Seidman Cancer Center normalmente operam de 60 a 100 tumores cerebrais por ano, e às vezes certos indivíduos se sub-especializam em vários tipos. Então ainda que alguns tumores complicados sejam praticamente inoperáveis para um neurocirurgião em geral, apenas tumores raros são realmente inoperáveis para sub-especialistas com instrumentos especiais”, diz Sloan.

De modo geral, a anatomia e patologia de um tumor, bem como a condição médica do paciente, prognóstico, expectativa e qualidade de vida são cuidadosamente avaliadas antes de considerar as operações.

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