Células da bochecha podem indicar câncer de forma precoce

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De acordo com um novo estudo, fumar pode causar alterações em células ligadas ao câncer de mama e ginecológico. Essas mudanças podem proporcionar um alerta precoce do câncer, particularmente em células da bochecha, mostra o estudo. Os pesquisadores utilizaram um cotonete para coletar células das bochechas de 790 mulheres, e descobriram que aquelas que fumavam eram mais propensas a ter certas alterações associadas ao tipos já citados de câncer, em relação às pessoas que não estão ligadas ao tabagismo.

Os cientistas procuraram alterações epigenéticas nas células – mudanças no sistema complexo de produtos químicos e proteínas que se ligam ao DNA e “ligam e desligam” genes. Tais alterações estão associadas com o desenvolvimento do cancro, e podem ser causadas pela exposição a fatores ambientais tais como o fumo. “Nosso trabalho mostra que o tabagismo tem um impacto importante sobre o epigenoma de células normais que estão diretamente expostas ao agente cancerígeno”, disse o autor do estudo, Andrew Teschendorff, do Instituto de Câncer da University College London. “Esta pesquisa nos leva mais perto da compreensão dos primeiros passos da doença”, disse.

Fatores ambientais, como o fumo, podem atrapalhar o epigenoma de uma célula, o que leva ao crescimento celular fora de controle. No estudo, os pesquisadores analisaram as mudanças epigenéticas dentro das células, e encontraram uma “assinatura” do consumo de cigarros. Ao olhar para essa assinatura, os pesquisadores descobriram que podiam diferenciar entre tecido normal e canceroso com quase certeza absoluta, incluindo cânceres em outras partes do corpo. A assinatura em questão também pode ser utilizada para prever se uma lesão pré-cancerosa pode progredir a um cancro invasivo.

Os pesquisadores também descobriram que células da bochecha podem ser um indicador de mudanças epigenéticas em uma mulher ainda melhor que suas células sanguíneas. As células da bochecha mostraram um aumento de 40 vezes nas atividades genéticas anormais, em comparação com as amostras de sangue retiradas das mesmas pessoas.

Os pesquisadores observaram que como o estudo incluiu apenas amostras femininas, não está claro se o resultado se aplica para homens. Embora os estudos epigenéticos anteriores utilizando amostras de sangue têm sugerido que a maioria das alterações relacionadas com o tabagismo são independentes de sexo, apenas maiores investigações podem revelar se isso é válido para células da bochecha também.

O estudo foi publicado no dia 14 de maio na revista JAMA Oncology.

Fonte: LiveScience

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