Cientistas descobrem a origem dos raios vulcânicos

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O segredo do que causa um raio vulcânico – uma forma estranha e violenta de relâmpagos que só acontece dentro das nuvens de cinzas de vulcões em erupção – foi finalmente descoberto. Os pesquisadores não só descobriram de onde relâmpago vulcânico vêm, mas como também uma nova maneira de medir o quanto de cinzas um vulcão está expelindo em tempo real – o que vai nos ajudar a prever a qualidade do ar durante e após as erupções.

 
Antes de mergulhar de cabeça em um raio vulcânico, precisamos compreender algumas noções básicas sobre um relâmpago normal. Relâmpagos formam-se dentro de uma nuvem quando uma mistura de ar quente e frio provoca uma carga elétrica estática, sendo que a parte superior da nuvem têm uma carga positiva e o logo abaixo têm uma negativa.

“Nos estágios iniciais de desenvolvimento, o ar atua como um isolante entre as cargas positivas e negativas na nuvem e entre a nuvem e a terra”, explica o National Severe Storms Laboratory. “Quando as cargas opostas se acumulam o suficiente, essa capacidade de isolamento do ar acaba e nesse momento acontece uma rápida descarga de eletricidade que conhecemos como raio. O relâmpago equaliza temporariamente as regiões carregadas na atmosfera até que as cargas opostas voltem de novo”, concluiu os pesquisadores do National Severe Storms Laboratory.

 
Algo semelhante acontece em relâmpagos vulcânicos. Eles, por exemplo, formam-se mais perto do chão, e nem sempre se movem para baixo da mesma maneira que um raio normal faz. E, mais importante, os relâmpago vulcânicos acontecem nas plumas dentro das cinzas, ao invés de nuvens regulares de vapor de água.

Após examinar meticulosamente os dados que eles recolheram, a equipe descobriu que o raio vulcânico ocorre normalmente na parte inferior da nuvem de cinzas. Isso, dizem eles, é porque o magma agitado dentro da borda do vulcão faz com que a nuvem de cinzas se torne eletrificada. Eventualmente, esta carga se acumula semelhante à maneira como ela faz em uma nuvem normal, produzindo então um relâmpago.

Ao analisar as conclusões, a equipe notou que a frequência dos relâmpagos aumentaram com o tamanho da nuvem de cinzas. Esta correlação, eles esperam, vai oferecer uma nova maneira de medir o quão grande uma erupção é e quanta cinza é lançada no ar. [ScienceAlert]

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