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Cientistas descobrem forma de inibir a fome

Ninguém gosta da sensação desagradável de sentir fome, que é parte da razão algumas pessoas lutam para manter uma dieta. Algumas gordurinhas ou uma barriga saliente? Hmmm. Mas e se existisse uma maneira simples e eficaz de aliviar a vontade de comer e por consequência, auxiliar na perda de peso com segurança para pessoas com sobrepeso ou obesas? Pesquisadores estão chegando perto de descobrir um componente chave dentro do nosso cérebro a fim de inibir e saciar a fome.

Com o objetivo de aprofundar os nossos conhecimentos sobre os circuitos neurais subjacentes sobre a fome e o apetite, as descobertas podem ter implicações importantes para o desenvolvimento de medicamentos com o intuito auxiliar na perda de peso. O estudo foi publicado recentemente na revista Nature Neuroscience.

A descoberta se baseia em um grupo de células cerebrais localizados no hipotálamo, conhecido como neurônios AgRP, que desencadeiam quando está funcionando com baixas calorias, interferindo no comportamento referente à alimentação. Isto ocorre por conta da liberação de moléculas inibidoras que umedecem a atividade das células justamente neste circuito neural que promovem a sensação de saciedade. Consequentemente, nós sentimos fome e comemos para evitar a fome.

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Atualmente, existem várias hipóteses respeito de porque nós comemos: fazemos isso para abolir a desagradável sensação de fome, ou porque comer comida é prazeroso e gratificante? Para saber mais, os pesquisadores realizaram um experimento que foi concebido para investigar se o circuito previamente identificado iria evocar sentimentos de recompensa, se for ativado artificialmente e na ausência de um alimento.

Para isso, foram usados ratos de laboratório. Um grupo de ratos normais e o outro grupo geneticamente modificados Os ratinhos foram colocados numa caixa com duas câmaras, uma das quais fornecia luz azul para os seus cérebros quando entravam na câmara. Os ratos geneticamente modificados famintos passavam muito mais tempo na câmara de luz azul, enquanto que ratos normais não apresentaram nenhuma preferência, sugerindo a estimulação artificial ser agradável. Tomados em conjunto, estes resultados sugerem que poderia ser possível estimular artificialmente sobre este mesmo circuito usando drogas, que poderiam, potencialmente, ajudam no tratamento da obesidade.

Fonte: IFFCG

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