Cientistas transformaram um átomo no menor disco rígido do mundo

Por David Nield | Science Alert

Traduzido e adaptado por Matheus Gonçalves.

 

A tecnologia de armazenamento de dados continua a reduzir o tamanho e aumentar a capacidade, mas cientistas acabam de levar as coisas para um nível mais alto: eles construíram um disco rígido usando um único átomo.

Ao magnetizar um átomo, resfriá-lo com hélio líquido e armazená-lo em um vácuo extremo, a equipe conseguiu armazenar um único bit de dados neste espaço incrivelmente minúsculo.

Não há espaço suficiente para os seus arquivos, mas de acordo com a equipe de pesquisa da IMB, na Califórnia, esta abordagem prova a possibilidade de eventualmente criar drives do tamanho de um cartão de crédito que pode conter toda a biblioteca do Spotify, por exemplo – todas as 30 milhões de músicas.

“Nós conduzimos essa pesquisa para entender o que acontece quando você encolhe a tecnologia até o extremo mais fundamental: a escala atômica”, disse um dos pesquisadores, o nanocientista Christopher Lutz.

Com as condições de vácuo extremo dentro do equipamento utilizado, livre de moléculas de ar ou outros tipos de contaminação, os cientistas foram capazes de manipular um átomo de hólmio com sucesso. O resfriamento com hélio líquido foi importante para estabilizar o processo de leitura e escrita magnética.

Graças ao ambiente cuidadosamente controlado, a equipe poderia controlar com precisão dois átomos carregados magneticamente que estavam a apenas um nanômetro de distância (um milionésimo da largura de uma cabeça de alfinete). Então eles usaram uma corrente elétrica que muda a orientação magnética de um único átomo para cima ou para baixo, imitando a operação de um disco rígido normal, mas em uma escala muito menor.

Os discos rígidos de hoje usam cerca de 100 mil átomos para armazenar um único bit, enquanto o experimento usou apenas um.

Embora tenha havido outros esforços anteriores para armazenar dados sobre átomos individuais, este é o menor e mais estável resultado até hoje. “Isto mostra que a memória magnética de um único átomo é realmente possível”, concluem os pesquisadores.

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