Como rochas podem prever terremotos?

Créditos: Sdubi/iStock/Thinkstock
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Antes mesmo de um terremoto atingir a cidade grega de Helike em 373 d.C., um escrito romano relatou animais agindo de forma estranha. Em suas escrituras, ele citou ratos, pássaros, cobras e insetos “à frente” do tremor que eventualmente iria ocorrer.

Eventos semelhantes também foram alegados ao longo da história, inclusive cobras que acordaram da hibernação para deixar a província chines de Liaoning antes de um terremoto em 1975. E, recentemente, em 2010, animais do Zoológico Nacional de Smithsonian em Washington, D.C., drasticamente mudaram o seu comportamento nos momentos que antecederam o fenômeno. As cobras se posicionaram perto da porta, macacos escalaram as árvores, flamingos se aglomeraram e animais preocupados ao longo do zoológico estavam todos parecendo agir como se houvesse algum sinal de que o chão estava prestes a tremer.

Mas, como os animais sabiam disso? Físicos encontraram que rochas liberam altos níveis de gás ozônio quando submetidas à pressão, um achado que poderia eventualmente explicar o porquê dos animais parecerem capazes de antecipar um evento dessa dimensão. É possível que eles consigam detectar quando a quantidade desse componente aumenta antes de um terremoto ou de um desmoronamento.

Enquanto essa hipótese poderia explicar por que muitas animais agem estranhamente antes de um tremor, cientistas também poderiam se aproveitar disso para tentar prever essesepisódios. Na verdade, ainda há pesquisas sobre formas de antecipar um terremoto e já há sistemas desse tipo em funcionamento. Mas, e se a previsão acontecesse a 1 ou 2 semanas antes dos acontecimentos, se assemelhando ao que fazem com furacões?

Acredita-se que certos tipos de rochas ajam como semicondutores em situações de alta pressão e alta temperatura. São chamadas de rochas ígneas, formadas a partir do resfriamento de magma ou lava. Elas têm a habilidade de prever abalos no campo magnético. E, quanto maior o estresse, maior o pulso eletromagnético.

Cientistas da Universidade de São José conseguiram coletar dados de pulsos eletromagnéticos vindos das rochas. No futuro, isso poderia liderar a instalação de séries de estações ao longo das linhas entre as placas tectônicas para que elas pudessem detectar perturbações magnéticas e, por sua vez, terremotos. Se esse método funcionar, a possibilidade de um alarme com semanas de antecedência seria altamente possível!

Entretanto, ainda há algo a se preocupar: a confiabilidade. Ainda não se sabe se essas rochas podem produzir pulsos eletromagnéticos por outros motivos. Se nos precipitarmos a usar esse sistema, talvez falsos alarmes ocorreriam.


Fontes:

  • Lallanilla, Marc. “Can Oarfish Predict Earthquakes?” Live Science. Oct. 22, 2013. (Aug. 8, 2014) http://www.livescience.com/40628-animals-predict-earthquakes-oarfish.html
  • Lovett, Richard. “Scientists Seek Foolproof Signal to Predict Earthquakes.” National Geographic. Jan. 4, 2013. (Aug. 8, 2014) http://news.nationalgeographic.com/news/2013/01/04-earthquakees-defy-prediction-efforts/
  • Scoville, John. “Pre-Earthquake Magnetic Pulses.” Cornell University. May 18, 2014. (Aug. 8, 2014) http://arxiv.org/abs/1405.4482

Traduzido e adaptado de:

http://science.howstuffworks.com/nature/natural-disasters/rocks-predict-earthquakes.htm

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