Dieta com farelo de acerola deixa lombo suíno mais light

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Os Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) descobriram uma solução interessante para reduzir o percentual de gordura presente na carne de suínos e, assim, contribuir para saúde daqueles que a consomem. Eles descobriram que um farelo feito com acerolas é capaz de reduzir o teor de gordura presente no lombo suíno e que provoca aumento de colesterol nos humanos e, ainda, aumenta a produção de substâncias como o ácido graxo ômega 3, que faz um bem danado ao nosso coração.

A intenção da pesquisa era desenvolver uma dieta rica em fibra para ser ofertada aos animais durante o período chamado de terminação, em que porco vai de 70 a 130 quilos. Durante a terminação, aconselha-se que o suíno não tenha uma alimentação com alto teor de gordura, já que a mesma acumula na carne, reduzindo a qualidade da mesma. O farelo de acerola então foi introduzido na alimentação do animal em diferentes porções. O resultado mais expressivo foi o aumento de 21,74% da taxa de ácido graxo ômega 3, capaz de prevenir doenças cardíacas nos humanos. Por outro lado, o ácido graxo saturado mirístico, que aumentam o colesterol nos humanos, foram reduzidos de 7,63%, quando a dieta do animal foi feita com 27% de farelo de acerola. Também o ácido graxo saturado palmítico foi reduzido de 5,02% para a mesma proporção de farelo empregado na alimentação. Esses dois ácidos graxos juntamente com láurico são os mais danosos à saúde humana, podendo provocar doenças cardiovasculares.

Os resultados também mostraram redução de peso no animal, além de redução da camada de toucinho, fatos que trazem também benefícios à saúde dos que apreciam a carne suína. Porém, não é muito vantajosa para o produtor, já que os frigoríficos pagam por quilo e, muitos deles, não têm qualquer política de descontos ou incentivo a produção de carnes mais lights. Um ponto positivo para produtor seria o baixo custo do farelo de acerola em relação ao produzido com milho. Na ocasião da pesquisa, em 2012, os preços eram R$ 0,10 o quilo do produto a base de acerola e R$ 0,60 o do feito com milho.

O Brasil processa perto de 32 mil toneladas de acerola anualmente, na fabricação de sucos e polpas. Desse total, 6,5 mil toneladas de restos de cascas, polpas não aproveitadas, sementes e folhas que não tem destinação ou aproveitamento algum. [Revista Pesquisa]

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