Dirigir sob o efeito da maconha: É perigoso?

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Quando se fala sobre a maconha, é difícil não falar dos Estados Unidos, já que, assim como o Uruguai, o país legaliza aos poucos a utilização da cannabis em seus estados. A novidade, é que uma pesquisa realizada pela ‘Gallup’ revelou que a maioria dos americanos acredita que dirigir sob o efeito da droga não é perigoso.

De acordo com o portal americano ‘LiveScience’, 70% das pessoas entrevistadas disseram que “pessoas dirigindo sob o efeito da maconha” não representam um problema, ou representam um problema pequeno. Apenas 29% disse que isso é um grande problema para a sociedade. O que é interessante de se destacar é que, ao trocar o efeito da maconha por embriaguez, 79% dos entrevistados disseram que “dirigir sob o efeito de álcool é um problema muito sério”.

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Mas será mesmo que é seguro dirigir sob o efeito da cannabis?

Ao contrário do uso de álcool, que representou quase um terço das mortes no trânsito nos EUA em 2013, nenhuma estatística apresenta dados relevantes sobre a maconha no trânsito. Entretanto, especialistas concordam que a droga afeta, de fato, as habilidades do condutor – que fica mais ‘lento’, com menor tempo de reação, entre outros fatores. Para Benjamin Hansen, da Universidade de Oregon, que estudou a legalização da maconha em relação aos acidentes automotivos, as pessoas estariam fazendo um bem para a sociedade se trocassem a combinação “álcool mais direção” por “maconha mais direção”. Entretanto, Hansen reitera que é sempre mais seguro dirigir sem o efeito de nenhum tipo de substância que altere as habilidades básicas de direção.

Como a maconha afeta o condutor?

De acordo com a mesma publicação do portal ‘LiveScience’, uma revisão de 60 estudos, apresentada em 1995, mostrou que a cannabis prejudica todas as habilidades cognitivas necessárias para dirigir com segurança. Entretanto, a maconha parece não ser tão perigosa como o álcool.

Um estudo da American Journal of Addictions mostrou que, em simuladores, o efeito da maconha é relacionado apenas com reduções modestas no desempenho dos condutores.

Por outro lado, um estudo publicado no mês passado pela ‘Drug and Alcohol Dependence’ mostrou que pessoas que utilizam maconha vaporizada tinham uma tendência maior a andar em ziguezague em relação aos sóbrios – mas não costumavam sair da pista ou acelerar em excesso. Já os condutores embriagados, por outro lado, costumavam ter essas três atitudes.

Problemas na fiscalização

Outra questão importante a ser ressaltada é a dificuldade em adotar algo semelhante à ‘Lei-Seca’ quando tratamos da maconha. Ao contrário do álcool, não se pode medir a presença de cannabis pelo hálito – apenas com exames de sangue. Entretanto, tais exames costumam ser incertos, já que em alguns casos, apenas a presença de algum resquício de droga no sangue não quer dizer que o sujeito estava drogado no momento de algum crime ou acidente.

Referência: LiveScience

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