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Embrião de peixe-zebra é vencedor do concurso Nikon Small World

Esse rosto de um embrião de peixe-zebra de 4 dias de idade representa “uma nova fronteira na área da pesquisa”, garante o geneticista Oscar Ruiz, que estuda como rostos e anomalias faciais se desenvolvem a nível celular.

A pesquisa é possível graças a um novo método, desenvolvido por Ruiz e seus colegas do Centro de Câncer Anderson, na Universidade do Texas MD. Uma técnica chamada chamada microscopia confocal captura imagens como essa acima, vencedora do primeiro lugar do concurso de fotografia da Nikon Small World desse ano.

O embrião foi eutanasiado antes de ter sua foto tirada, mas Ruiz está experimentando formas de tirar esse tipo de fotografia em embriões vivos, anestesiados. A câmera tira uma imagem a cada cinco minutos, durante até 48 horas, o que significa que podemos observar o desenvolvimento do embrião.

Até agora, a equipe observou embriões que variavam entre 1 e 6 dias de idade. Os pesquisadores estão compilando as imagens em um atlas que documento os estágios de desenvolvimento do rosto do peixe-zebra. Eles planejam utilizar ferramentas poderosas de edição de genes, para alterar os genes envolvidos em anomalias faciais em peixes e, em seguida, observar que mudanças ocorrem. A pesquisa poderia um dia ser usada para entender como uma fissura labial, por exemplo, se desenvolve em seres humanos, e possivelmente até mesmo tratá-la.

Na imagem acima, mostrada a uma ampliação de 10x, as células basais (verdes) na camada inferior de pele dão origem à células de pele de superfície mais desenvolvida (vermelha). Os núcleos celulares aparecem em azul.

Você pode achar, em um primeiro momento, que os dois buracos no meio do rosto do embrião representam o lugar onde nascerão os olhos. Mas não. Os olhos nasceram nas duas grandes protuberâncias de cada lado do rosto, os buracos são tecidos olfativos em desenvolvimento.

Confirma outras finalistas e menções honrosas do concurso:

Sedimento de rocha marinha com 273 milhões de anos de idade, ampliada 90x / Douglas L. Moore / Univ. of Wisconsin-Stevens Point Museum of Natural History
Sedimento de rocha marinha com 273 milhões de anos de idade, ampliada 90x / Douglas L. Moore / Univ. of Wisconsin-Stevens Point Museum of Natural History
Neurônios cultivados em laboratório a partir de células humanas. Ampliação de 20x. / Rebecca Nutbrown / Universidade de Oxford
Neurônios cultivados em laboratório a partir de células humanas. Ampliação de 20x. / Rebecca Nutbrown / Universidade de Oxford
Pata dianteira de um escaravelho, apresentada em amplificação de 100x. / Igor Siwanowivz/HHMI Janelia Research Campus
Pata dianteira de um escaravelho, apresentada em amplificação de 100x. / Igor Siwanowivz/HHMI Janelia Research Campus
Asa de uma borboleta com ampliação de 10x / Even Darling/Memorial Sloan Kettering Cancer Center
Asa de uma borboleta com ampliação de 10x / Even Darling/Memorial Sloan Kettering Cancer Center
A fusão de cristais de ácido ascórbico gerou essas bolhas de ar. Ampliação de 50x. / Marek Mis
A fusão de cristais de ácido ascórbico gerou essas bolhas de ar. Ampliação de 50x. / Marek Mis
Visão ampliada em 250x das patas traseiras de um gafanhoto. / Igor Siwanowivz/HHMI Janelia Research Campus
Visão ampliada em 250x das patas traseiras de um gafanhoto. / Igor Siwanowivz/HHMI Janelia Research Campus

Originalmente por Emily Demarco | ScienceNews

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