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Entenda como terremotos podem permitir formas de vida em Marte

Terremotos ocorridos em Marte poderiam produzir níveis suficientes de hidrogênio (a partir da ação de raspar uma rocha em outra) para suportar a vida, sugerem pesquisadores.

A hipótese é baseada unicamente em rochas das ilhas Hébridas Exteriores, na Escócia, mas a equipe pensa que o mesmo processo pode ocorrer em qualquer planeta rochoso com atividade sísmica, graças à forma como o hidrogênio é retido por formações rochosas.

“Pesquisas anteriores sugerem que hidrogênio é produzido durante os terremotos, quando as rochas são moídas”, diz um membro da equipe, Sean McMahon, geólogo da Universidade de Yale. “As nossas medições sugerem que o hidrogênio produzido é suficiente para suportar o crescimento de microrganismos em torno de falhas ativas”.

Quando os sismos fazem uma rocha raspar em outra, o hidrogênio é um dos vários compostos que são liberados no ar. Mas ele também pode ser retido. McMahon e sua equipe descobriram que, após um terremoto, pequenas bolsas de hidrogênio são armazenadas dentro de rochas chamadas de “pseudotaquilito”. Essas rochas são formadas através do que é chamado de fusão por atrito, durante a atividade sísmica.

Enquanto os seres humanos dependem de oxigênio para sobreviver na Terra, é possível que outras formas de vida possam viver às custas desse hidrogênio abaixo da superfície marciana, especula a equipe. No entanto, até que sejam realizadas mais investigações, a ideia dos pesquisadores continuará sendo apenas uma hipótese.

Mas um dos objetivos da NASA, em missão que ocorrerá em 2018, é medir a atividade sísmica do planeta vermelho. E com base nas estimativas que temos, mesmo os menores terremotos de Marte poderiam gerar níveis suficientes de hidrogênio para suportar vida.

Ainda não há nenhuma evidência sólida de que há hidrogênio em qualquer nível significativo em Marte, onde mais de 95% da atmosfera é feita de dióxido de carbono. Mas sondas enviadas ao planeta detectaram traços de hidrogênio.

Se nós conseguirmos encontrar mais evidências do gás em Marte, isso poderia nos indicar vida passada ou atual abaixo da superfície do planeta.

Além disso, essa descoberta poderia ajudar os primeiros humanos que se estabelecerem em Marte, já que o hidrogênio pode ser combinado com o dióxido de carbono para produzir oxigênio, em um processo que já está sendo utilizado na Estação Espacial Internacional.

A pesquisa foi publicada no “Astrobiology”.

Originalmente por David Nield | ScienceAlert

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