f

Estátua gigante do maior faraó egípcio é encontrada no meio de Cairo

Por Mike McCrae | Science Alert

Traduzido e adaptado por Matheus Gonçalves.

 

De capital de um grande império a centro industrial e turístico, Cairo já viveu de tudo nos últimos milênios. Recentemente, os arqueólogos retiraram uma estátua de 8 metros de um canteiro de obras. Ela é considerada como um retrato de Ramsés II, um dos governantes mais poderosos do mundo antigo.

“Eles me chamaram para anunciar a grande descoberta da estátua de um rei, provavelmente Ramsés II, feito de quartzito”, contou o ministro de antiguidades, Khaled AL-Anani. A descoberta foi feita na periferia de Cairo, no distrito de El Matariya.

Três mil anos atrás, o lugar tinha um nome diferente: Heliópolis, um templo sagrado no qual a religião da civilização egípcia acreditava ser o local onde o deus do Sol e o universo surgiram. O distrito ainda conta com um obelisco de 21 metros, que ainda está em sua posição original.

No entanto, ao longo dos séculos, muitos dos tesouros do templo e suas pedras foram transformados em materiais de construção ou levados para serem exibidos em museus estrangeiros e coleções particulares, tornando novas descobertas cada vez mais raras.

Considerando isto, a descoberta do busto e cabeça de quartzito está atraindo muita atenção. “Encontramos o busto da estátua e a parte inferior da cabeça, e agora que removemos a cabeça encontramos a coroa, a orelha direita e um fragmento do olho direito”, disse al-Anani.

A estátua não foi encontrada com identificação, mas as circunstâncias levam os arqueólogos a acreditar que representa Ramsés II – também conhecido como Ramsés, o Grande –, que governou o Egito por quase 70 anos, entre 1279 a.C e 1213 a.C.

O faraó ganhou sua reputação depois de ampliar as fronteiras do Egito em guerras contra os hititas, que ocupavam maior parte da Turquia e Alto Oriente Médio, além de reconquistar os territórios tomados pelos sírios e líbios no norte do Sudão.

Uma estátua menor também foi encontrada e identificada como de Seti II, neto do faraó.

Outras escavações deverão ser realizadas no local, e a estátua será estudada por arqueólogos antes de ser colocada no novo Grande Museu Egípcio, que deverá ser inaugurado em 2018.

A descoberta pode ajudar a impulsionar o turismo no país, que ainda não se recuperou após a revolução de 2011, que expulsou o então presidente. Já para os moradores de Matariya, a descoberta foi uma oportunidade momentânea para se reconectar com o passado de um templo sagrado escondido.

Veja algumas fotos da descoberta:

Você pode gostar também Mais do autor

Comentários

Carregando...