Estresse e depressão aumentam o risco de morte precoce

Créditos: Michaeljung | Shutterstock.com
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De acordo com um novo estudo, estresse e depressão podem ser verdadeiros vilões para a saúde das pessoas com problemas cardíacos.

As pessoas com altos níveis de estresse e depressão que participaram da nova pesquisa, publicada no último dia 10 de março na Circulation: Cardiovascular Quality and Outcomes, eram 48% mais propensos a morrer ou ter um ataque cardíaco durante o período do estudo, em comparação com o grupo que tinham baixos níveis de estresse e depressão, disseram os pesquisadores.

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Para as pessoas que já têm problemas cardíacos, a combinação de estresse e depressão grave cria um risco maior ainda.

“O aumento do risco que acompanha o estresse a depressão foi robusto e consistente em todos os dados demográficos, históricos médicos, registros de utilização de medicamentos e de comportamentos de risco à saúde”, disse a principal autora do estudo, Carmela Alcântara, pesquisadora associada do Centro Médico da Universidade de Columbia. O estudo incluiu cerca de 5000 pessoas com doenças coronarianas que possuíam 45 anos ou mais. Os participantes compartilharam seus sintomas de depressão e estresse durante exames e casa e em questionários que foram realizados entre 2003 e 2007. Os participantes, por exemplo, responderam perguntas sobre a frequência com que se sentiam solitários ou tiveram crises de choro durante a semana, além de responderem quantas vezes se sentiam incapazes de controlar coisas importantes em suas vidas ou sentiram-se sobrecarregados durante o último mês.

Cerca de 6%, ou 274 pessoas do estudo, relataram ter tanto estresse como depressão, descobriram os pesquisadores. Depois de um período de seis anos de acompanhamento, houveram 1337 mortes ou ataques cardíacos entre as pessoas do estudo. Os pesquisadores observaram que o “período de alta vulnerabilidade”, durante o qual as pessoas com estresse e depressão possuem maior risco de morrer ou ter um ataque cardíaco durava cerca de dois anos e meio, mas depois disso, o aumento do risco desapareceu.

Eles também descobriram que as pessoas que eram apenas estressadas, ou somente depressivas, não possuem um risco aumentado de morte ou ataque cardíaco. Muitos programas de tratamentos atentam para os efeitos da depressão em pessoas com doenças cardíacas, mas as novas descobertas podem ajudar a gestão do estresse a entrar nessa equação, disse Alcântara. Por exemplo, as intervenções comportamentais podem ajudar as pessoas com doenças cardíacas a gerenciar tanto o seu estresse quanto sua depressão, ela disse.

Fonte: LiveScience

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