Estudo acaba de destruir o mito de que vacinas comprometem o sistema imunológico

Alguns pais relutam em vacinar seus filhos por muitas razões, mas um dos argumentos mais persistentes tem sido o medo de “sobrecarregar” o sistema imunológico.

Não há escassez de pesquisas sobre o tema, mostrando que não há motivo para preocupação, por isso não é de surpreender que esta última pesquisa a apoie. A única questão é, isso fará muita diferença?

Muitos pais novos podem sentir-se ansiosos – seu bebê parece frágil, e cada vacina adicionada em um cronograma crescente deixa você questionando os riscos. É ainda mais difícil ver o quadro geral quando não temos os constantes e chocantes lembretes das epidemias.

Um novo estudo conduzido por uma equipe de pesquisadores nos EUA adotou uma abordagem um tanto prática quanto à questão de saber se as vacinas podem comprometer o sistema imunológico de uma criança. Eles analisaram as taxas de doenças infecciosas contra as quais não vacinamos.

Ao examinar os registros médicos de 944 crianças entre 2 e 4 anos, os cientistas determinaram se a exposição a um número relativamente grande de antígenos tornava a criança mais propensa a contrair algum outro tipo de agente infeccioso.

A resposta é um claro “não”. Eles não encontraram nenhuma diferença significativa entre bebês que tinham exposição cumulativa a antígenos – isto é, muitas vacinas – e aqueles que não tinham.

De um ponto de vista teórico, tal sistema de choque de antígenos faria pouco sentido, já que os recém-nascidos são inundados com uma rica variedade de micróbios à medida que saem do útero.

O punhado de antígenos que compõem o cronograma de vacinação é pequeno em comparação com a vasta gama de micróbios que o sistema imunológico tem que cuidar nos primeiros anos de vida.

Em termos simples, em vez de agir como um exército combatendo a infecção, o sistema imunológico infantil é adepto de lidar diplomaticamente com um número quase incontável de possíveis aliados e inimigos.

Em 2002, um relatório do Comitê de Revisão de Segurança da Imunização do Instituto de Medicina dos EUA resumiu mecanismos hipotéticos que explicariam, se for verdade, uma resposta biológica tão grande.

Um estudo conduzido vários anos depois por uma equipe de pesquisadores dinamarqueses colocou essas sugestões em teste usando um banco de dados de mais de 800.000 crianças, descobrindo que as vacinas não aumentam o risco de hospitalização por doenças às quais as vacinas não são direcionadas.

Cientificamente, não existe “caso encerrado”. Mas o ônus da prova exigido daqueles que ainda afirmam que o atual sistema de vacinação de alguma forma reduz a eficiência de nosso sistema imunológico é agora maior do que nunca.

Aceitar os resultados de dados como esse depende da confiança em sua fonte, o que não é natural para muitas pessoas com crenças e ideologias diversas.

A pesquisa foi publicada no JAMA.

Traduzido e adaptado de Science Alert.

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