Estudo aponta: manerar no Facebook faz bem

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Os mais antigos lembram que no início das redes sociais, poucos eram os que aderiam à elas. Quantos amigos você tinha no Gazzag, por exemplo? Ou então, antes da explosão internacional do Facebook, todos seus parentes tinham Orkut? O Facebook, entretanto, se tornou algo praticamente indispensável. Utensílio tão importante quanto uma carteira de identidade. Mas será que tudo isso é saudável para nossa mente?

Um estudo dinamarquês envolveu 100 voluntários, onde 50 continuaram utilizando o Facebook diariamente, como já faziam, e a outra metade tirou uma “folga” da rede social. Depois de uma semana, 88% das pessoas que não utilizaram a rede se disseram mais felizes, em comparação com 81% entre aqueles que seguiram conectados.

facebook

De acordo com especialistas, a rede social pode ser perigosa porque ela faz com que em vez de focarmos naquilo que realmente precisamos, gastamos nosso tempo invejando ou apenas observando aquilo que os outros têm.

Os que ficaram longe da rede social, dizem os pesquisadores, gastaram mais tempo com seus familiares e amigos, e também relataram maior facilidade em focar nas suas atividades que exigem concentração.

Uma das garotas que tirou uma folga do Facebook, Sophie Anne Dornoy, de 35 anos, disse que sua lista de afazeres diários se completava mais tranquilamente durante o estudo. “Quando eu acordo, mesmo antes de sair da cama, eu abro o Facebook no meu celular para saber se alguma coisa interessante aconteceu durante a noite”, disse, antes de continuar:

“Durante o estudo, meu medo era que fosse muito difícil ficar longe do Facebook. Mas depois de alguns dias, eu percebi que minha lista de afazeres estava se completando mais rapidamente, e meu tempo estava sendo mais produtivo. Eu também senti uma certa calma por não estar sendo confrontada o tempo todo com o Facebook”.

Psicólogos alertam que a humanidade está dando seus primeiros passos em um mundo dirigido por smartphones – onde a rede social é apenas uma parte -, e os especialistas estão apenas começando a entender os efeitos disso.

Os dinamarqueses buscam agora um estudo de maior amplitude – se encontrarem voluntários com força de vontade suficiente, é claro.

Visto em ScienceAlert

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