Estudo indica substância química responsável por pensamentos invasivos

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Com informações de ScienceAlert e BBC News

Nosso cérebro nos bombardeia com uma infinidade de pensamentos todos os dias. Alguns bons, outros nem tanto, mas a verdade é que a grande maioria desses pensamentos não nos importa, e sequer nos lembramos deles no fim do dia. Mas para algumas pessoas, “deixar para lá” certos pensamentos não é tão simples assim. Muitos indivíduos sofrem por não conseguir se desligar de alguns pensamentos indesejados, e agora os cientistas parecem ter descoberto o motivo por trás disso.

Durante um estudo realizado na Universidade de Cambridge, os participantes receberam pares de palavras para associar uma com as outras. Como um cuidado para que os resultados não fossem “contaminados”, essas palavras não tinham nenhuma relação. Isso garantia que não houvesse nenhuma associação pré-existente (prédio/sul e batatas/roxo, por exemplo).

Depois disso, os participantes recebiam uma palavra e um sinal verde ou vermelho. Se fosse verde, deveriam lembrar da palavra associada a esta, mas se fosse vermelho, deveriam evitar pensar na palavra associada. Tudo isso foi monitorado pelos cientistas com a técnica de ressonância magnética funcional – capaz de observar mudanças na circulação sanguínea, bem como espectroscopia de ressonância magnética – que analisa mudanças químicas.

Os resultados do estudo mostraram que os participantes com maiores concentrações de um composto químico chamado de GABA no hipocampo eram melhores em suprimir pensamentos indesejados. O GABA é o principal neurotransmissor inibidor do cérebro, e é capaz de “sufocar” as atividades de outras células quando é ativado.

Problemas envolvendo dificuldades em suprimir pensamentos indesejados são presentes tanto em pessoas saudáveis como em indivíduos que sofrem com alguma doença ou condição mental. Quadros de depressão, transtorno obsessivo compulsivo (TOC) e esquizofrenia podem acompanhar sintomas como esse. Por isso, os resultados podem ser úteis para fornecer mais informações sobre as causas químicas dessas desordens. Até o momento, grande parte da pesquisa sobre métodos de tratamento foi focada na tentativa de reestabelecer o funcionamento adequado do córtex pré-frontal.

No entanto, os pesquisadores acreditam que descobrir uma maneira de intensificar a atividade do GABA no hipocampo pode ser útil para oferecer resultados mais positivos no tratamento dessas condições.

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