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Estudo revela que os cérebros das pessoas com depressão parecem diferentes

Pesquisadores da Universidade de Edimburgo descobriram que a substância branca do cérebro é de menor qualidade em indivíduos com depressão. Este é o maior estudo do seu tipo até hoje, e isso poderia ajudar a produzir um melhor tratamento para as principais doenças mundiais.

Um novo estudo publicado na Scientific Reports revelou uma ligação entre a depressão e a estrutura da substância branca no cérebro, que usamos para processar nossas emoções e pensamentos. A pesquisa, que foi conduzida pela Universidade de Edimburgo, analisou dados de 3.441 pessoas na base de dados do Biobanco do Reino Unido, tornando-se o maior estudo desse tipo na história.

Os cientistas usaram imagem de tensor de difusão para criar mapas altamente detalhados das fibras no cérebro. Quando compararam pessoas com depressão e indivíduos saudáveis, perceberam que havia diferenças substanciais na “integridade” (ou “qualidade”) da substância branca.

Heather Whalley, que liderou a equipe, disse que “há necessidade urgente de fornecer tratamento para a depressão e uma melhor compreensão dos mecanismos nos dará uma chance melhor de desenvolver novos e mais eficazes métodos de tratamento. Nossos próximos passos serão analisar como a ausência de mudanças no cérebro se relaciona com uma melhor proteção contra a angústia e o mau humor”.

A depressão é epidêmica na sociedade de hoje, com 11,5 milhões de pessoas – 5,8% da população – sendo afetados apenas no Brasil. No entanto, apenas um terço das pessoas que sofrem de transtornos relacionados à ansiedade recebem tratamento. Pesquisas como este estudo são fundamentais para melhorar a qualidade de milhões de vidas, descobrindo as causas físicas da desordem.

O estudo acrescenta-se a um crescente corpo de pesquisas que apoiam a compreensão da depressão como condição física e não como química ou puramente psicológica. Isso provocou uma mudança fundamental na forma como a depressão é tratada.

Traduzido e adaptado de Futurism.

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