Estudo sugere que planetas que se tornaram estrelas podem nos ajudar a encontrar alienígenas

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Originalmente por George Dvorsky
Traduzido e adaptado por Leonardo Ambrosio.

Em um artigo que deverá ser publicado recentemente no Journal of the British Interplanetary Society, o físico e astrobiólogo Milan M. Cirkovic, do Observatório Astronômico de Belgrado, traz à tona uma nova maneira de procurar por alienígenas, agitando a comunidade interessada por ufologia e também os pesquisadores. Inspirado em uma publicação do físico britânico Martyn J. Fogg, o novo estudo apresenta uma maneira inédita para os cientistas do SETI procurarem por sinais de civilizações extraterrestres avançadas. Cirkovic diz que nós devemos começar a procurar por objetos “estrelificados” em outros sistemas planetários, como sinais de astro-engenharia alienígena.

A ideia da “estrelificação” (traduzido livremente do termo Stellification) faz com que os cientistas se voltem para Júpiter, conjecturando se Gigantes de Gás podem ser transformadas em objetos estelares.

A ideia disso tudo consiste na liberação da energia gravitacional da gigante de gás diretamente na massa de Júpiter. Em contraste com a fusão de energia nuclear do nosso sol e de outras estrelas normais, o pequeno buraco negro poderia devorar a massa de Júpiter, forçando a liberação de grandes quantidades de energia – que seria absorvida e radiada repetidamente enquanto sai da superfície de Júpiter. Em determinado ponto, essa energia alcançaria a superfície e se espalharia pelo espaço como qualquer outra iluminação estelar. Em seu estudo, Fogg diz que desta forma seria possível levar os satélites galileanos até locais habitáveis no espaço. Cirkovic pensa que Fogg estava no caminho certo, mas que os seres humanos poderiam ir ainda mais longe, inclusive ajudando na criação de estações de abastecimento para missões interestelares.

Climatologia Geográfica

Cirkovic diz que nós devemos ter como hipótese a possibilidade de civilizações alienígenas mais avançadas já estarem desenvolvendo exatamente essa mesma técnica, ou algo parecido. De acordo com ele, essa é uma boa aplicação do Princípio Copernicano, de que não somos “especiais”, e que as motivações de outras civilizações de outros pontos do universo podem ter as mesmas motivações que nós, buscando por materiais, combustível, habitat e espaço.

Entretanto, é prudente saber que essa técnica pode vir acompanhada de muitos perigos, principalmente pelo fato de envolver buracos negros. Cirkovic teme que qualquer tipo de erro, ou deslize de informações e equipamentos para as mãos erradas possa fazer com que um buraco negro acabe caindo na Terra ou outro planeta habitado. O autor do estudo também acredita que as tecnologias telescópicas para começar a pesquisa já existem, mas que um grande obstáculo ainda é a falta de interesse.

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