Humanos podem ter sexto sentido magnético, dizem cientistas

Acredita-se que aves possuam um sentido magnético que as auxiliam nas migrações. Crédito de imagem: Gina Buliga/Shutterstock

Como já é de conhecimento geral, as aves possuem um sentido magnético, e usam ele para se localizar a grandes distâncias através do campo magnético da Terra, assim se orientando nas suas migrações. No entanto, alguns cientistas acreditam que a capacidade de detectar o magnetismo do planeta pode estar presente em todos os animais, incluindo seres humanos.

Entre os maiores defensores desta ideia está o geofísico Joe Kirschvink, do California Technology Institute (Caltech), que em abril apresentou os resultados em um estudo que ele acredita provar que as pessoas possuem a capacidade de detectar campos magnéticos. Pouco depois da apresentação, ele disse à revista Science que “acertou em cheio”, fornecendo claras evidências de que as pessoas têm receptores magnéticos funcionando.

A recepção magnética foi observada em um número amplo de organismo, como bactérias que se alinham com os polos de imãs ao serem colocadas nas proximidades. Isso levou Kirschvink a suspeitar que a maioria dos mamíferos modernos provavelmente hardaram essa habilidade de seus ancestrais mais antigos. No entanto, como não usamos regularmente o sentido de percepção magnética, podemos ter nos esquecido como fazer isso.

O maior problema que Kirschvink e outros cientistas que trabalham neste ramo é que ninguém sabe como o recebimento do campo magnético funciona, porque os pesquisadores nunca encontraram quaisquer componentes biológicos que poderiam funcionar como receptor magnético mesmo nos animais que são conhecidos por possuir este sentido. Ainda assim, Kirschvink continua convencido de que os seres humanos possuem essa capacidade, embora ele não faça ideia de que órgão pode ser o responsável por ela.

Porém, isso não o impediu de investigar. Em seus últimos experimentos, os pesquisadores giraram campos magnéticos ao redor de participantes enquanto mediam as suas ondas cerebrais. Ao fazer isso, puderam verificar que quando o campo magnético era girado no sentido anti-horário, certos neurônios respondiam a esta mudança, gerando um pico de atividade elétrica.

Uma vez que a única variável foi a mudança de direção do campo magnético, os pesquisadores estão confiantes que essa atividade só poderia ter sido em resposta a isso, logo, os seres humanos são capazes de  detectar um campo magnético. No entanto, Kirschvink insiste que este experimento demonstra a presença de um receptor magnético em seres humanos, embora não revele onde ou como estes receptores funcionam. [IFFCG]

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