Humanos podem usar apertos de mão para cheirar seus pares

70

Receba atualizações em tempo real diretamente no seu dispositivo, inscreva-se agora.

Um dos gestos mais antigos entre as comunidades humanas – o aperto de mão -, está recebeu uma abordagem totalmente diferente daquela que conhecemos em um novo estudo realizado em Israel. Em tal estudo, cientistas descobriram que o gesto humano é também utilizado por nós para “cheirar” alguém que acabamos de conhecer. De acordo com os pesquisadores envolvidos, os seres humanos inconscientemente usam o toque de mãos para ter uma amostra de componentes químicos uns dos outros.

Participantes de estiveram uma reunião observada pelos cientistas, tocaram suas faces principalmente ao redor do nariz com muito mais frequência após saudar alguém com um aperto de mão, comparados com os que cumprimentavam sem o toque físico.

Cientistas acreditam que quando os seres humanos tocam o rosto após cumprimentar alguém, estão sutilmente cheirando a mão de seu semelhante. Tal comportamento foi apresentado principalmente entre pessoas do mesmo sexo.

aperto de mão

De acordo com o presidente de neurobiologia do Instituto Weizmann de Ciência, Noam Sobel, que liderou a pesquisa, os seres humanos desenvolveram uma forma mais sutil de perceber os odores de seus semelhantes (o que é feito por todos mamíferos).

“Nós sabemos que emitimos odores que influenciam o comportamento e a percepção dos outros, mas, ao contrário de outros mamíferos, nós não ‘provamos’ esses odores de forma aberta”, disse Sobel. “Em vez disso, apontam nossos estudos, usamos artifícios como o aperto de mão para tal”.

Os pesquisadores envolvidos no trabalho dizem que suas descobertas dão alguns indícios sobre o motivo pelo qual o aperto de mão evoluiu e acabou por se tornar uma saudação e sinal de amizade entre dois indivíduos.

“Como nós não cheiramos abertamente uns aos outros como fazem os outros mamíferos, precisávamos de uma maneira para passar sinais olfativos aos nossos pares. O aperto de mão pode ter sido a melhor alternativa encontrada”, disse Idan Frumin, neurologista do Instituto Weizmann, que também esteve envolvido na pesquisa.

Para chegar nessas conclusões, os cientistas filmaram de forma secreta 271 pessoas, e observaram como elas cumprimentavam um dos 20 membros da equipe de pesquisa em um ambiente hospitalar. Os resultados apontaram que os indivíduos que apertavam a mão de pessoas do mesmo sexo cheiravam sua mão direita duas vezes mais do que aqueles que não haviam cumprimentado ninguém.

Em determinado momento da pesquisa, os cientistas adicionaram fortes odores artificiais (associados com odores de corpo masculino ou feminino) no pulso daqueles que iriam cumprimentar os participantes. Com isso, o tempo que os participantes passavam cheirando sua mão após o cumprimento diminuiu. Entretanto, quando acrescentaram perfume aos pulsos daqueles que seriam cumprimentados, o tempo que os envolvidos no teste tocavam seu rosto praticamente dobrou.

Uma hipótese dada pelos pesquisadores para tal fato é de que os odores artificiais podem mascarar os sinais químicos, fazendo com que precisemos cheirar por mais tempo nossa mão para detectá-los.

Apesar de todos os resultados, Frumin disse que ainda não está claro quais sinais químicos são trocados em um aperto de mão.

“Nós sabemos da pesquisa de Martha McClintock na década de 70, que diz que as mulheres tendem a sincronizar seus ciclos menstruais. Um sinal transferido entre as mulheres pode conduzir esse feito. Sabemos também que a escolha de um companheiro é influenciada pelo fato de uma pessoa ter um sistema imunológico compatível”, disse Frumin. “Esses dados podem ser transferidos com o contato pele-a-pele por meio de um aperto de mão. Entretanto, essas são especulações, e uma análise mais rigorosa seria necessária para explorar essas possibilidades”, concluiu.

Fonte: DailyMail

Receba atualizações em tempo real diretamente no seu dispositivo, inscreva-se agora.

Comentários
Carregando...