A importância da lógica na vida cotidiana

A lógica é a organização do raciocínio válido. Ela é formal, ou seja, é independente de seu conteúdo e verdade. Consequentemente, ela tolera argumentos formalmente válidos com premissas falsas, do mesmo modo que condena os raciocínios inválidos a partir de premissas verdadeiras. A lógica é necessária, embora seja insuficiente.

A lógica tem papel fundamental para a tomada de decisões do cotidiano presente. Por exemplo, se possuo dois caminhos para ir à universidade, escolho aquele que tem menor distância e menor tempo a perder. Ou seja, ela nos permite fazer uma melhor examinação do problema a defrontar e a argumentação para a resolução deste problema.

Além disso, podemos usar a lógica para identificar e avaliar argumentos em notícias divulgadas nos meios de comunicação, como também para analisar discursos políticos, religiosos e opiniões de jornalistas. Ela também é um componente fundamental para analisar a coerência dos argumentos apresentados em debates acadêmicos.

Na filosofia, a lógica é comumente usada para formalizar partes de teorias lógicas de problemas semânticos, epistemológicos, ontológicos e até mesmo éticos.

Na computação, a lógica é fundamental para a construção e aprimoramento de algoritmos, linguagens de programação, podendo ser aplicada para desenvolver e aperfeiçoar programas computacionais, aplicativos para celular e softwares necessários para a investigação científica e tecnológica.

Existem também as lógicas anticonvencionais (e.g., lógica deôntica, difusa, modal, multivalorada, paraconsistente, quântica, temporal), que podem ser usadas para demonstrar que é possível raciocinar validamente de modos alternativos, para refutar crenças de que a lógica estuda leis psicológicas do pensamento, para mostrar que a exatidão, algo desejável para o avanço do conhecimento, é insuficiente.

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