Imprensa europeia alerta sobre leite materno vendido online

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Todos sabemos que o leite materno é o alimento ideal para os recém nascidos. Entretanto, também sabemos que não são todas as mães que têm condições de amamentar seus bebês. Ainda que tenham vontade de disposição, a criança simplesmente não se adapta, em alguns casos, ao seio da mãe – ou existe deficiência na produção de leite materno. Por conta disso, o mercado de leite materno na internet vem crescendo, principalmente na Europa, mas também em países da América Latina.

Em meio a esta realidade, a British Medical Journal publicou um editorial alertando as pessoas sobre os riscos de comprar leite materno desta forma. A publicação diz que essa indústria ainda não possui uma regulação bem definida e pode inclusive colocar a saúde dos bebês em risco.

Comprar leite materno pela internet pode ser perigoso; o mais ideal ainda é amamentar diretamente no peito

De fato, o leite materno traz importantes benefícios para os recém nascidos, mas ele também pode transmitir doenças como HIV, hepatite B e C e sífilis. Inclusive, as mulheres que possuem estas doenças são encorajadas por médicos a não amamentar. Justamente por isso, o mercado de leite materno ainda é perigoso, já que a falta de regulamentação faz com que sejam comercializados leites não testados – o que não acontece em bancos de leite materno regulamentados. Entretanto, as pessoas acabam optando pela compra online por conta do preço, que normalmente é mais acessível.

O risco do leite materno comercializado online é tanto que já fez com que especialistas se preocupassem sobre o assunto e realizassem pesquisas. Em um desses estudos, diz o portal ‘Popular Science’, foi descoberto que o leite materno que é vendido na internet possui um risco muito maior de trazer em sua composição bactérias causadoras de doenças em comparação ao leite materno adquirido em bancos tradicionais. Em um estudo, inclusive, um quarto dos leites testados estavam mal embalados e com refrigeração inadequada.

No editorial, os autores dizem esperar por medidas legais que regulamentem o comércio e alertem as mães sobre o risco de expor seus filhos a esse tipo de produto.

Fonte: Popular Science

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