Injeções contraceptivas masculinas alcançam 96% de eficácia em testes

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Com os dados alarmantes de 2012 dando conta de que 40% das gestantes haviam engravidado sem intenção de fato, o mundo procura mais opções para o controle de natalidade.

Para os homens, por exemplo, as opções não são muito vastas. Métodos incluem apenas vasectomias, preservativos e outros métodos menos efetivos. Mas isso pode mudar em alguns anos. Isso porque um novo estudo diz que em breve os homens poderão contar com contraceptivos injetáveis para prevenir a gravidez de suas parceiras.

Injeções hormonais de enantato de noretisterona e undecanoato de testosterona foram utilizadas para diminuir a contagem de espermatozoides em homens. Essa terapia hormonal foi testada em 320 homens saudáveis entre as idades de 18 a 45 anos, que mantiveram relações sexuais monogâmicas por pelo menos um ano. Todos os homens possuíam contagens normais de espermatozóides no início do estudo. Duas injeções foram administradas aos participantes do estudo a cada 8 semanas.

A reversibilidade dos contraceptivos também foi testada. Os pesquisadores descobriram que a contagem de espermatozóides pode ser aumentada para o normal após um período de recuperação de 52 semanas. Isso funcionou, pelo menos, com 94,8% dos participantes.

O estudo relata uma redução efetiva da contagem de espermatozóides de 1 milhão por mL, ou um pouco menos. Esses valores foram observados em 274 participantes do estudo. O procedimento contraceptivo se mostrou efetivo em aproximadamente 96% dos que receberam as injeções de forma contínua. Quatro parceiras ficaram grávidas durante a fase de testes de eficácia do estudo.

Mais estudos devem ser realizados

Os participantes relataram alguns efeitos colaterais do tratamento – como presença de acne, dor no local da injeção, aumento na libido e depressão. Além disso, foram relatados transtornos de humor entre os participantes.

Embora os resultados possam não ser, ainda, os ideais, esta pesquisa abre caminho para o desenvolvimento na área do controle da natalidade.

“Mais pesquisas são necessárias para avançar nesse conceito, a ponto de poder ser amplamente disponibilizado para os homens como um método de contracepção. Ainda que as injeções tenham sido eficazes na redução da taxa de gravidez, a combinação de hormônios precisa ser mais estudada para que possamos encontrar um bom equilíbrio entre a eficácia e a segurança”, disse Mario Philip Reyes Festin, um dos autores do estudo.

O estudo foi Publicado na Endocrine Society’s Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism

Originalmente por Jess Vilvestre | Futurism

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