Jovem de 15 anos NÃO encontra cidade Maia perdida usando o Google Earth

81

Receba atualizações em tempo real diretamente no seu dispositivo, inscreva-se agora.

ATUALIZAÇÃO 11/05

Retratação da Climatologia Geográfica – Depois de uma matéria viralizar internet a fora, inclusive em sites confiáveis, recebemos a confirmação de que o descobrimento intitulado como “de uma cidade perdida no México” não era verídico. Pedimos as mais sinceras desculpas a todos e estamos aqui para minimizar o erro e corrigir a matéria.

Infelizmente, a história viral estava muito boa para ser verdade, de acordo com especialistas arqueológicos. A suposta pirâmide perdida? O mais provável que seja um campo abandonado. O “quadrado” mostrado nas imagens de satélite do CSA é, provavelmente, um campo abandonado, e um outro local pode ser um pequeno lago seco ou uma clareira na selva, diz o arqueólogo Ivan Sprajc.

Além disso, os especialistas ainda são céticos em relação a alegação de que os maias construíram suas cidades de acordo com as constelações. Eles, de fato, conheceram as constelações, mas não há nenhuma lista canônica completa sobre isso, então a teoria é difícil de testar. “As constelações Maias que conhecemos, com exceção a de Escorpião, não têm relação com aquelas que encontramos nos modernos mapas estelares”, diz Anthony Aveni, um dos fundadores do campo da arqueoastronomia. O mais bizarro é que a suposta cidade pode ser explicada por outros fatores, como a  lama do pântano por seus terraços.

Geoffrey Braswell, arqueólogo mesoamericano da UC San Diego, e seus alunos têm, por coincidência, na verdade, trabalhado nesta área, e eles imediatamente reconheceram as características nas fotos de satélite. A primeira imagem, Braswell diz, é da Laguna El Civalón, e as duas características retangulares próximos a ele são campos, provavelmente cheio de ervas daninhas ou campos de plantações de maconha com base na quantidade de vegetação.

NOTÍCIA REPASSADA ANTERIORMENTE, ABAIXO.

William Gadoury tem apenas 15 anos e é extremamente apaixonado pela civilização maia. O jovem canadense afirma ter descoberto ruínas de uma cidade maia perdida na selva. E tudo o que ele usou foram cartas astronômicas e imagens do Google Earth.

Depois de ler toda a informação disponível sobre os maias, Gadoury começou a se perguntar por que algumas das cidades maias eram construídas em locais pouco ideais (longe de rios, por exemplo).

A resposta foi ele mesmo quem achou: ele analisou as imagens de um manuscrito maia que mostra 22 constelações conhecidas por antigos astrônomos. Logo em seguida, o rapaz teve a ideia de sobrepor as constelações sobre o mapa do Google Earth.

Com isso, Gadoury descobriu que todas as 117 cidades conhecidas do império maia correspondiam exatamente com a posição das estrelas dessas constelações.

Indo mais fundo na pesquisa, ele descobriu que ainda faltava uma cidade para uma das constelações do manuscrito maia. Continuando sua pesquisa e analisando mais imagens no Google Earth, o jovem rapaz descobriu uma série de marcas que parecem ser estruturas cobertas pela vegetação de uma selva.

Gadoury compartilhou sua descoberta com cientistas da Agência Espacial Canadense, a mesma agência que providência muitas das imagens do Google Earth.

O Dr. Armand LaRocque, especialista em teledetecção da Universidade de New Brunswick, confirmou que as imagens mostram marcas com formas geométricas que não parecem naturais. Entre elas um conjunto de ruas que parece ter entre 80 e 120 quilômetros quadrados, 30 estruturas grandes e uma pirâmide de 86 metros.

Se a descoberta de Gadoury for confirmada, o jovem investigador terá descoberto a quarta maior cidade do império maia. O próprio William Gadoury batizou a cidade no idioma maia: K’aak Chi (Boca de fogo).

Receba atualizações em tempo real diretamente no seu dispositivo, inscreva-se agora.

Comentários
Carregando...