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Maior reserva marinha do mundo será criada no Mar de Ross

A criação da maior reserva marinha do mundo na Antártida, cobrindo uma área mais que seis vezes maior que o Reino Unido, está sendo considerada um marco histórico na conservação ambiental.

A Comissão de Conservação da Fauna e da Flora Marinhas da Antártida (CCAMLR) – formada por 24 países – chegou em um acordo com a União Europeia para proteger quase 1,6 milhão de quilômetros quadrados no Mar de Ross, no oceano Antártico.

A área protegida, que deverá passar a receber atenção especial a partir de Dezembro de 2017, restringirá atividades prejudiciais como a pesca, no intuito de proteger a vida selvagem, que na região inclui uma série de animais com risco de extinção.

Cerca de 72% da área marinha protegida terá pesca proibida, enquanto outras áreas permitirão a coleta de animais para pesquisas científicas.

No ano passado, o nadador britânico Lewis Pugh nadou nas águas geladas ao redor do Antártica, em uma ação para pedir uma reserva marinha que protegesse as águas do Mar de Ross. Esse é um dos últimos ecossistemas marinhos intactos em todo o mundo, e foi descrito por Pugh, na época, como um “jardim do Éden”. O mar serve como casa para pinguins, focas, baleias, várias espécies de peixes, entre outros animais.

O acordo, criado pela Nova Zelândia e Estados Unidos tornou-se realidade depois que a Rússia – último país a defender a criação da reserva – concordou com a mudança.

“Estamos muito felizes que esta parte muito especial dos oceanos do nosso planeta tenha sido protegida para as futuras gerações”, disse o chefe ambiental da ONU, Erik Solheim.

“Estamos especialmente orgulhosos do nosso Patrono dos Oceanos, Lewis Pugh, que se deslocou entre as nações para ajudar e encontrar consenso. O resultado de hoje é uma homenagem a seus esforços”.

Rod Downie, da WWF, destacou que esse é um marco histórico para a conservação da Antártida e do Oceano Antártico, e que finalmente, após uma década de negociações, foi encontrado um acordo sobre a proteção do Mar de Ross. Mas para ele, esse é apenas o começo.

“As atuais medidas só se estendem por 35 anos. Queremos um acordo permanente e duradouro para as gerações futuras, que protegerá as baleias, pinguins, focas e milhares de outras espécies incríveis que vivem por lá”, destacou.

John Hocevar, biólogo marinho do Greepeace, fez fez coro aos elogios do projeto, e destacou que essa é uma vitória para os animais do local e para as pessoas que apoiaram o projeto. “Exortamos a comunidade internacional a tomar conhecimento (desse projeto) e designar proteções adicionais e permanentes em outras áreas do Oceano Antártico e em todo o mundo”, exaltou.

Originalmente por NewScientist

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