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Nave alienígena? Ninguém ainda sabe explicar o que é esse misterioso objeto

Não é de hoje que as pessoas se empolgam com a possibilidade de não estarmos sozinhos no espaço. O fato de não conhecermos bem nem sequer o nosso próprio planeta só contribui com a ideia de que, em algum lugar da imensidão do universo, deve haver vida de alguma forma.

E em 2018, os amantes da ufologia ganharam um verdadeiro presente, chamado ‘Oumuamua’. Esse objeto, de nome curioso, consiste em uma formação longa e fina, parecida com um cigarro, que passou próximo ao nosso planeta chamando a atenção dos cientistas.

O mais curioso sobre o Oumuamua é o fato de que o objeto parecia ter aceleração própria, como se algum tipo de força o estivesse empurrando pelo espaço. É justamente esta questão que intriga os cientistas até hoje.

Como era de se esperar, a descoberta deste artefato caiu como uma bomba no mundo da ufologia, levantando diversas suposições e hipóteses. Em uma das possibilidades levantadas, os amantes da ufologia sugeriram que uma “máquina alienígena” poderia ter sido responsável pelo lançamento do objeto no espaço. O que ajuda a sustentar essa tese é o fato de que a aceleração do objeto era instável, algo difícil de se explicar quando olhamos para outros objetos semelhantes que já conhecemos.

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Uma pesquisa realizada em junho deste ano sugeriu que, na verdade, essa aceleração instável poderia ocorrer por conta da explosão do hidrogênio sólido na superfície do objeto, que provocaria uma reação natural capaz de gerar aceleração.

No entanto, mais recentemente, em 17 de agosto, os pesquisadores Thiem Hoang e Avi Loeb publicaram um estudo no ‘The Astrophysical Journal Letters’ rebatendo esta suposição. Para eles, esta teoria envolvendo o hidrogênio, que defende entre outras palavras que o Oumuamua é algo semelhante a um cometa, é totalmente improvável.

Hoang e Loeb explicam que os cometas são formados pela união de grãos congelados de poeira que se chocam uns contra os outros, se aglomerando no espaço. Essa aglomeração só é possível por conta da viscosidade presente nestes grãos, que de certa forma se assemelha à viscosidade de um cubo de gelo tirado diretamente do freezer. Se você colocar o cubo de gelo diretamente em outra superfície, ele pode se grudar a esta superfície. No entanto, assim que ele aquecer um pouco, ele já se “descola”. O mesmo se aplica aos grãos de poeira. Para os pesquisadores, qualquer fonte de calor, mesmo que uma tão pequena quanto a luminosidade das estrelas, seria capaz de aquecer os pequenos pedaços de hidrogênio sólido, antes que eles conseguissem formar um cometa do tamanho do Oumuamua.

A pesquisa não deixa claro qual seria, então, a origem do artefato, mas novamente serviu como combustível para aqueles que acreditam que, em 2018, tivemos contato direto com um objeto criado por algum tipo de força extraterrestre. Infelizmente, ao que tudo indica, ainda estamos longe de desvendar este mistério.

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