Nova substância criada pode curar a catarata

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A cirurgia da catarata poderá em breve ser considerada uma “coisa do passado”. Pelo menos é o que mostra dois estudos recentes, publicados na revista Nature e na Science.

A catarata é uma camada turva que se desenvolve na região superior do olho. Ela leva vários anos para se formar, entretanto pode ser dissolvida numa questão de semanas com uma nova substância chamada lanosterol, um precursor para o colesterol e vários esteróis relacionados.

O artigo da Nature mostrou que a injeção seguida de colírios contendo a substância lanosterol em olhos de cães com a catarata mostraram o tratamento finalizado da catarata em apenas seis semanas. Veterinários poderão em breve ser capazes de substituir o bisturi para o colírio colírio a fim de tratar seus pacientes caninos, no qual é comum em alguns cães como a raça pedigree.

O artigo da Science também relata a descoberta de uma nova classe de moléculas pequenas também derivadas do colesterol. Estes esteróis foram testados para reverter a opacificação dos olhos em camundongos e, notavelmente, os efeitos foram observados em apenas duas semanas.

A Catarata e a turvação ocorre como resultado da agregação de proteínas e já foi foi considerada há um tempo atrás como não reversível. Até antes destes dois estudos serem divulgados, ninguém havia pensado que restaurar a transparência do glóbulo poderia ser uma alternativa. Estes artigos mudam a perspectiva e abrem completamente uma nova estratégia terapêutica para o tratamento da catarata no futuro.

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A cirurgia da catarata é um dos procedimentos mais comuns executados e tem uma elevada taxa de sucesso. O problema é que simplesmente não há cirurgiões oftalmológicos suficientes para executar todos os procedimentos que são necessários.

Em 2010, havia 95 milhões de pessoas que necessitavam da cirurgia de catarata, a nível mundial, e destas pessoas, 20 milhões eram cegas por conta das consequências da catarata.

O paper da Science mostra que os esteróis selecionados, poderiam ajudar no tratamento de uma série de outras doenças humanas, como a cardiomiopatia e doenças neurodegenerativas onde as proteínas semelhantes estão envolvidas. Na medida que maiores detalhes sobre o mecanismo de ação se tornarem conhecidos, será possível que essas drogas à base do esterol poderão ter aplicações para o tratamento da doença de Parkinson, a doença de Alzheimer e outros tipos de demência.

Ao longo da vida, as proteínas que se encontram na região do nosso olho, acumulam danos significativos, o suficiente para alterar as suas propriedades e iniciar o processo de formação de “agregados” que eventualmente poderão se tornar uma catarata. Assim, a pesquisa descrita nos dois papers realmente oferecem algo importante: a preservação da nossa visão à medida que envelhecemos.

Fonte: IFLscience

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