Novas provas científicas rebatem a principal teoria de formação da Lua

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Os cientistas dos EUA Kun Wang e Stein B. Jacobsen tornaram público um artigo na revista Nature que refuta a principal teoria da formação da Lua. Os especialistas concluem que o impacto entre um proto-planeta e a Terra que originou o satélite foi mais forte do que se pensava anteriormente.

Desde 1970, vários pesquisadores têm defendido a hipótese do grande impacto: a Lua foi criada a partir dos restos de um proto-planeta chamado Tea depois de esbarrar numa jovem Terra. Esta teoria explica a massa da Lua, baixos níveis de ferro em rochas lunares e o fato de o satélite ser gradualmente afastado do nosso planeta, e outros parâmetros.

Ao estudar isótopos de potássio nas rochas lunares e terrestres Wang e seus colegas descobriram novas evidências refutando a principal teoria da formação da Lua. Amostras comparativas continham umas proporções iguais dos dois isótopos desse elemento: potássio-39 e potássio-41. É praticamente impossível que esta proporção mude porque surgiu no início do período da formação do Sistema Solar. Portanto, se a Lua nasceu a partir de restos de Tea e da Terra, a proporção de isótopos de potássio não podem ter mudado.

No entanto, Kun Wan e Stein B. Jacobsen determinaram que rochas lunares têm 0,04% mais de potássio-41 que as amostras terrestres. Esta diferença pode ser devido ao fato de que a Lua foi carregada como um resultado da evaporação de uma grande parte da superfície da Terra no espaço como resultado de colisão com Tea. Enquanto rochas terrestres foram resfriadas e tornarem-se o satélite, o potássio-39 era evaporado no espaço de forma mais ativa do que o potássio-41, que é mais pesado. Isto explica as diferentes proporções dos dois isótopos. Em resumo, para Wang e Jacobsen a Lua nasceu da atmosfera do manto terrestre como consequência de um forte impacto de Tea com nosso planeta. [Nature]

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