O cérebro e a batida musical

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Ao ouvir uma música, é possível que você se pegue batendo o pé, balançando a cabeça ou simplesmente seguindo o ritmo com seu corpo. O que você poderia não esperar é que, quando você escuta suas músicas preferidas, o ritmo do seu cérebro também segue a batida.

Os ritmos cerebrais surgem quando grandes grupos de neurônios disparam juntos. Neurônio é o nome que se dá às células do sistema nervoso responsáveis pela transmissão de sinais químicos e elétricos dentro do seu cérebro. A descoberta complementou o que se sabia sobre o assunto, pois já existiam estudos que mostravam que ouvir alguém falar poderia gerar essa atividade simultânea dos neurônios. A novidade agora é que os ritmos cerebrais também podem sincronizar com sequências musicais. Além disso, o treinamento musical pode aumentar essa capacidade. Os resultados desta pesquisa foram publicados na revista científica Proceedings, pelos cientistas Keith B. Doelling e David Poeppel.

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Magnetoencefalografia – ou MEG para os mais íntimos – é uma técnica que mede os minúsculos campos magnéticos gerados por atividade cerebral. Os pesquisadores usaram MEG para comparar os cérebros de músicos e não músicos enquanto os indivíduos tentavam detectar pequenas mudanças no compasso de músicas clássicas tocadas no piano. Foram utilizados clipes curtos de compositores como Bach, Beethoven e Brahms. Os músicos treinados, não surpreendentemente, acompanharam melhor as mudanças de compasso.

Referente ao ritmo, músicos e não músicos conseguiram sincronizar seus cérebros às músicas que tinham mais de uma nota por segundo. Entretanto, quando confrontados com ritmos mais lentos, apenas os cérebros dos músicos conseguiram acompanhar. Como fala e música compartilham redes cerebrais semelhantes, é possível que o treinamento musical também melhore habilidades linguísticas. Então, pegue seu instrumento favorito e vá treinar para aquela apresentação que você precisa fazer. Você pode não sentir, mas seu cérebro estará dançando junto com a sua música favorita.

Fonte: Scientific American

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