O problema das bactérias

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Bactérias podem ser boas ou ruins, dependendo de suas funções no organismo e no meio ambiente, como por exemplo, os probióticos, que são organismos inseridos em alimentos que podem aumentar o seu valor nutritivo e proteínas (e.g., os lactobacilos que são responsáveis pela regulação na flora intestinal).

Na revolução da aplicação de bactérias para a medicina, podemos citar o caso de Alexander Fleming, que foi um conhecido biólogo britânico, responsável por uma das maiores descobertas na medicina no século XX. Um de seus feitos mais notáveis foi a descoberta da penicilina.

Essa descoberta aconteceu durante o seu cultivo bacteriano de Staphylococcus aureus no Hospital St. Mary, em Londres. Após voltar de suas férias, observou-se que o seu cultivo bacteriano havia sido contaminado por fungos. Observou-se, então, que no local onde estava presente a contaminação, não havia crescimento de bactérias. Fleming e seu amigo Charles Tom foram investigar o problema e conclui-se que existia alguma substância que era liberada pelo fungo e que era capaz de impedir o crescimento da bactéria. Tom conseguiu identificar a espécime como Penicillium notatum.

Apesar disso, a penicilina não é mais a primeira escolha para o tratamento de infecções, isto por causa da resistência bacteriana. Como afirma Federico Kukso, editor da Scientific American, “o grande problema é que as bactérias evoluem mais rapidamente a sua resistência do que o desenvolvimento de novos antimicrobianos”.

Em conclusão, apesar do debate permanecer em aberto na comunidade científica, um estudo na Science aponta que as bactérias ambientais podem ter alguma influência na resistência aos antibióticos. Isso, sem dúvida alguma, pode auxiliar os pesquisadores na busca por novos métodos para combater infecções bacterianas.

Referências

  1. López, M. T., Gómez-Lus, M. L. (2006). “Las claves de una época: Wright y Flemin”. Esp. Quimioterap. p. 6. Consultado em 18 set. 2016.
  2. Kukso, F. (2016) “Para 2050 la resistencia a los antibióticos será la principal causa de muerte”. Scientific American.
  3. Loureiro, R. J., Roque, F., Rodrigues, A. T., Herdeiro, M. T., & Ramalheira, E. (2016). “O uso de antibióticos e as resistências bacterianas: breves notas sobre a sua evolução”. Revista Portuguesa de Saúde Pública, 34(1), 77-84.
  4. (2012). “Bactérias ambientais contribuem na resistência a antibióticos”. Science.

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