O que se sabe sobre o misterioso vírus que está se espalhando pelo mundo

O Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos confirmou recentemente o primeiro caso de infecção com o novo coronavírus que já vinha fazendo vítimas na China desde as últimas semanas. Trata-se do primeiro caso de infecção desta natureza confirmado em todo o ocidente, e por isso autoridades de todo o mundo estão em alerta para evitar uma possível epidemia.

Sabe-se até o momento que o homem infectado está internado no Centro Médico de Providence, na capital americana Washington. Antes de chegar aos Estados Unidos, ele esteve em Wuhan, localidade chinesa onde surgiram os primeiros casos da doença. Agora as autoridades trabalham para analisar todas as pessoas com quem o homem infectado manteve qualquer tipo de contato desde sua chegada aos EUA.

Mas o que é de fato a infecção pelo coronavírus?

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As autoridades chinesas ficaram em estado de alerta quando 41 pessoas em Wuhan foram internadas com sintomas semelhantes ao de uma pneumonia. Todos eles haviam frequentado o mesmo mercado de carnes. Após análises, foi confirmado que tratava-se de uma infecção por um novo tipo de coronavírus, que causa sérios problemas respiratórios e pode até mesmo levar à morte.

Os coronavírus, de modo geral, representam uma grande família de vírus, que podem causar doenças variadas – nem sempre tão graves como o surto atual. Em 2002, por exemplo, a China também fez manchetes por conta da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS-CoV), também causada por um coronavírus e responsável por 8 mil infecções e 800 mortes.

Até o momento, são calculados 300 contágios na China, com seis casos fatais. Até o início da segunda quinzena de janeiro, alguns outros países como Japão, Tailândia e Coreia do Sul confirmaram pacientes com a mesma doença, enquanto a Austrália segue com um homem internado com suspeitas de infecção. O caso confirmado nos EUA, no entanto, é o primeiro em todo o ocidente.

A Organização Mundial de Saúde trabalha intensamente e realizava diversas reuniões com o intuito de debater a necessidade de declarar emergência de saúde pública internacional, mas alguns aeroportos já tomaram medidas mesmo antes disso.

Alguns países, como China, Japão, Hong Kong, Itália, EUA, Nigéria, Coreia do Sul, Índia, Malásia, Bangladesh, Singapura, Rússia e Austrália, estão recebendo equipamentos para seus aeroportos capazes de detectar alterações de temperatura no corpo, que indicam possíveis infecções.

Até a última semana, não havia evidência de transmissão da doença entre humanos, o que de certa forma “acalmava os ânimos”. Entretanto, um caso de transmissão humana foi registrada em Guandong, na China, onde uma família inteira precisou ser internada com a infecção pelo coronavírus.

A expectativa agora é de que cientistas unam esforços para encontrar uma maneira de neutralizar a doença e evitar mais casos fatais. Vale lembrar que a SARS foi considerada completamente neutralizada após o surto de 2002, enquanto a Síndrome Respiratória do Médio Oriente (MERS-CoV), registrada em 2012 na Arábia Saudita, até hoje faz vítimas.

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