O sufocante 2016 está sendo um aviso para o futuro

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Os seis primeiros meses deste ano foram os mais quentes já registrados na história. Duas agências de ciências dos Estados Unidos anunciaram essa semana, que essa é uma tendência para um calor recorde. Há uma chance de 99% que 2016 terminará como sendo o ano mais quente já registrado, um título atualmente de 2015.

Globalmente, todos os meses de 2016 até agora estão sendo os mais quentes desde o começo dos registros em 1880. Janeiro à Junho deste ano tivemos uma média de temperatura de 1,3°C superior ao final do século 19. Isso é uma má notícia para o gelo do mar da Terra, que é muito mais vital para os seres humanos do que parece. O gelo do mar sempre aumenta e diminui com as estações, mas o seu mínimo anual do final de verão foi recentemente diminuindo em cerca de 13% por década. E o gelo do mar tem sido particularmente escassos em 2016.

Não é nenhum mistério porque isso está acontecendo. Nós estamos vendo os efeitos das mudanças climáticas induzidas pelo homem, alimentadas pelas emissões de gases de efeito de estufa que estamos liberando de forma descontrolada na atmosfera. A boa notícia é que ainda podemos frear esses efeitos cortando nossas emissões de poluentes.

Devemos ressaltar que essas mudanças não se devem sozinhas aos gases de efeito estufa. Elas também foram influenciadas pelo El Niño, que faz parte de um ciclo climático natural que amplifica periodicamente a temperatura global da Terra, e entre outros efeitos. É mais ou menos como se você tivesse quebrado um cano de água de sua casa e seu quintal ficasse imundado, e logo depois tivesse chovido, piorando mais ainda a situação. Ao mesmo tempo, seu quintal inundado é sua culpa, mas um fenômeno natural deu um empurrãozinho para um problema pior. [MNN]

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