Onda de terremotos no Nepal

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O Nepal enfrenta um dos maiores terremotos e com a maior quantidade de mortos no seu país. Com magnitude datada de 7.8 na escala Richter, matou mais de 4.000 pessoas no sábado, dia 25 de abril.

Especialistas que estudam terremotos dizem que o terremoto de sábado no Nepal não liberou toda a sua pressão sísmica reprimida na região perto de Katmandu. De acordo com o monitoramento a partir de GPS e de estudos geológicos, cerca de 10 a 15 metros podem ser lançados por conta do terremoto, disse Eric Kirby, geólogo da Universidade Estadual do Oregon. Segundo informe da US Geological Survey, a terra abriu buracos de ate 3 metros durante o terremoto devastador.

“Os terremotos nesta região podem ser ainda muito, muito maiores”, relatou Walter Szeliga, geofísico da Universidade Central de Washington.

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Um dos terremotos mais recentes devastadores na região ocorreu em 1934, quando um terremoto de magnitude 8,2 matou mais de 8.500 pessoas em Katmandu. Antes disso, a última vez que um terremoto aconteceu em Kathmandu foi em 7 de julho de 1955. Esse terremoto matou cerca de 30 por cento da população.

O Nepal é uma das regiões mais sujeitas para terremotos do mundo porque se encontra em colisão frontal entre duas placas tectônicas. A Índia está “batendo” na Ásia, e nem quer dar. Tanto a Índia como Ásia, se localizam em cima da falha da crosta continental, com a mesma densidade média. Então, ao invés de uma placa afundar sob a outra, como está acontecendo na placa localizada na América do Sul, as placas localizadas no Nepal passam por debaixo da outra, enquanto a placa da Ásia é triturada para cima por conta da pressão que lhe é afetada.

As placas da Índia e da Ásia colidem cerca de dois centímetros por ano. A maior parte dessa energia é carregado em falhas de terremotos como deformação elástica, porque as falhas se encontram presas juntas. Carregar uma falha é como apertar uma mola; um terremoto libera a energia acumulada semelhante para a mola expandir.

Durante o tremor no Nepal, um pedaço da crosta com cerca de 120 km de comprimento e 60 quilômetros de largura se movimentou 3 metros para o sul. A falha teve um ângulo de 10 graus a partir da superfície, e o tremor aconteceu há 14 km de profundidade.

Fonte: Livescience

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