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Buraco na camada de ozônio sobre a Antártida mostra recuperação

O buraco da camada de ozônio sobre a Antártida, uma ameaça para a maior parte da cadeia alimentar marinha, está mostrando sinais de cura. Um artigo da revista Science sugere que podemos estar revertendo uma das piores ameaças ambientais que a humanidade já enfrentou.

Muitos dos gases já utilizados para impulsionar nossas latas de aerossol, refrigerar nossa comida e até mesmo limpar equipamentos eletrônicos podem, ao atingir a estratosfera, catalisar a destruição de moléculas de ozônio na alta altitude. Os receios de que isso iria expor o planeta a doses letais de radiação ultravioleta levou a utilização a ser limitada na década de 1970.

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O fornecimento de pinguins continua ameaçado pela destruição da camada de ozônio, mas o pior pode já ter passado. Imagem de Polina Melnyk / Shutterstock
No entanto, 29 anos depois da assinatura do Protocolo de Montreal para resolver o problema, os cientistas ainda não têm certeza se as coisas estão melhorando. De acordo com uma equipe de pesquisadores do MIT, liderada pela professora Susan Solomon, existem sinais de que o buraco começou a diminuir. Embora o Protocolo de Montreal seja um excelente exemplo de ação internacional rápida para resolver um problema global, os gases por ele abrangidos só foram retirados (ao invés de eliminados imediatamente). Além disso, muitos levam anos para alcançar as alturas onde fazem maiores danos. Consequentemente, o buraco na camada de ozônio sobre a Antártida continuou a piorar durante muitos anos.

Há também uma considerável variação no grau de exaustão, impulsionada por efeitos climáticos e atividade vulcânica. Tudo isso faz com que seja difícil saber exatamente quando o buraco atingiu o seu pico e começou a encolher.

O buraco é maior na primavera do hemisfério sul e, como o artigo observa, “a maioria das análises de recuperação do ozônio da Antártida foi baseada em observações feitas em outubro ou na primavera do hemisfério sul. A descoberta do buraco de ozônio da Antártida foi baseada em observações feitas em outubro, e a recuperação não pode ser considerada completa até que o buraco deixe de existir nesse mês. Porém, outubro não precisa ser o mês quando o início do processo de recuperação emerge”. [IFLS]

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