Pela primeira vez, cientistas sequenciam DNA do lobo-da-tasmânia

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Com informações de ScienceAlert

O lobo-da-tasmânia, ou Tilacino (Thylacinus cynocephalus), foi declarado extinto em 1936, e é considerado como um dos maiores símbolos da falta de cuidado dos seres humanos com as outras espécies que conosco dividem o planeta Terra. Agora, em 2017, pesquisadores conseguiram pela primeira vez sequenciar o genoma desses antigos marsupiais carnívoros, relevando algumas respostas para questões que ainda continuavam de pé sobre o animal.

O animal, natural da Austrália, foi extinto de sua terra natal há cerca de 3 mil anos, mas viveu até o século 20 na Tasmânia. Considerado um animal que perigoso para criações e fazendas, o governo local chegou até mesmo a oferecer recompensas para quem caçasse o lobo-da-tasmânia.

Extinto há mais de 80 anos, pouco se sabe sobre o habitat, comportamento e dieta desses animais. Nem mesmo se sabe com exatidão que outras espécies surgiram a partir dela.

Agora, no entanto, um grupo de pesquisadores da Universidade de Adelaide, na Austrália, e Universidade de Melbourne, no mesmo país, chegaram a resultados que dão mais informações sobre o animal. Por meio de um espécime preservado há 108 anos, a equipe foi capaz de sequenciar o genoma do Tilacino.

“O genoma nos permitiu confirmar o local do Tilacino dentro da árvore evolucionária. O lobo-da-tasmânia pertence a linha dos Dasyuridae, a família que inclui o diabo da tasmânia e o Sminthopsis (um marsupial comum na Austrália)”, disse o líder do projeto, Andrew Pask, da Universidade de Melbourne.

Isso também confirma a teoria de que o lobo-da-tasmânia é um “produto” da evolução convergente – quando dois animais sem relações entre eles desenvolvem traços similares para se adaptar a certos ambientes ou preencher um nicho ecológico.

Além disso, os pesquisadores dizem também que a caça por parte dos seres humanos não era a única inimiga desses animais. De acordo com o novo estudo, a diversidade genética e saúde desses animais era bastante prejudicada pela isolação genética.

Esse avanço já leva a uma discussão sobre a possibilidade de clonagem, para recriar um lobo-da-tasmânia e tentar fazer com que a espécie “renasça”. No entanto, segundo os cientistas, ainda é muito cedo para falar sobre isso, já que apesar do DNA ter sido sequenciado, ainda existe muito a estudar sobre ele.

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