Por que existem tarântulas azuis?

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Você já ouviu alguém dizer que já viu tarântulas azuis? Pois é, mas alguns desses bichos costumam se apresentar nessa cor, que é fabricada por estruturas conhecidas como nanoestruturas fotônicas ou estruturas de Itsy-Bitsy, capazes de refletir a luz na faixa do azul. Um pesquisa tentou descobrir o motivo da coloração ter se propagado ou se apresentado durante todos esses anos nas aranhas da família Theraphosidae. Eles descobriram primeiramente que o fator coloração não foi motivado por seleção sexual dos exemplares, ou seja, elas não utilizam da cor para encontrar parceiros. Apesar da cor, em exemplares de famílias próximas a popular caranguejeira ser um fator de seleção sexual.

A hipótese mais aceita é que essa cor seja um a fator de seleção natural, ou seja, a coloração azul ajuda esses animais a viverem e se reproduzirem no ambiente. O Estudo constatou que a cor azul foi encontrada em várias espécies de tarântulas que não possuem parentesco próximo, ou seja, por consequência, suas nanoestruturas também sejam bastante distintas.

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O Coordenador do estudo Bill Hsiung e seus colegas, da pós-graduação em biologia, pela Universidade de Akron, em Ohio, mapearam a história evolutiva de 53 gêneros de aranhas da família Theraphosida, que contem mais de 100 gêneros. Eles descobriram que 40 delas apresentavam a mesma tonalidade azul e 12 delas se apresentaram na tonalidade verde. Em um primeiro momento, Hsiung acredita que o fato da tonalidade se apresentar no mesmo comprimento de onda para tantos gêneros possa ser ligado à comunicação contra possíveis predadores e presas. Porém essa hipótese ainda precisa ser comprovada.

Outra questão levantada é porque elas são azuis e não de outra cor? Segundo Hsiung,as nanoestruturas das aranhas azuis passaram por pelo menos oito processos de evolução até hoje. É possível que a cor esteja relacionada com o habitat onde elas estão inseridas durante todos esses anos. No casos dos exemplares verdes, o pesquisador alerta para a possibilidade do predador delas ter evoluído e incorporado a capacidade de enxergar o verde, já que aquelas encontradas nessa coloração brilham muito no ambiente, o que não é uma característica interessante. Para o pesquisador, o azul foi capaz de fazer com que o animal ficasse mais camuflado no ambiente.

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Ao contrário do documentado até então, os pesquisadores também descobriram que há dois ou três tipos de nanoestruturas diferentes capazes de produzir a mesma tonalidade azul. A tonalidade não é incomum e o mecanismo de nanoestruturas também é utilizado por outros animais na natureza. Diferente dos humanos, por exemplo, que tem seus pelos e cabelos pigmentados.

O Estudo prevê que a forma com que as aranhas produzem a cor poderia ser usada comercialmente. A tecnologia seria menos agressiva ao meio ambiente e o resultado seria ter objetos com cores mais brilhantes e duradouras.Porém, essa possibilidade ainda está longe de ser tornar real. [LiveScience]

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