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Por que os vagalumes brilham? Por qual motivo não os vemos mais?

Há muitos anos, você talvez costumava brincar a noite, especialmente em dias chuvosos e observar as pequenas luzes misteriosas na rua ou em alguma mata ao lado. Com ar de fascinação, você perguntaria aos seus pais ou a algum outro adulto: O que era aquilo?

Os vagalumes – também conhecidos como pirilampos – fazem parte dos coleópteros, e se caracterizam pelas emissões de luzes fosforescentes. Essa habilidade em um organismo vivo, é chamada de bioluminescência, e é relativamente rara. Das famílias Lampyridae, Elateridade e Phengodidae, existem quase 12 mil espécies.

Uma reação química no abdômen do besouro lhe confere sua bioluminescência.

Os vagalumes produzem luz em órgãos especiais localizados no abdômen, combinando uma substância química chamada luciferina, enzimas chamadas luciferases, oxigênio e combustível para o trabalho celular, o ATP. Os entomologistas (Especialistas que estudam os insetos) acreditam que eles controlam o brilho regulando a quantidade de oxigênio vai para os órgãos produtores de luz.

Os vagalumes provavelmente desenvolveram originalmente essa capacidade como forma de afastar os predadores, mas agora usam essa habilidade para encontrar parceiros. Curiosamente, nem todos os vagalumes produzem luz; Existem várias espécies que voam durante o dia e, aparentemente, contam com os odores de feromônios para encontrarem uns aos outros.

Uma vez que os vagalumes perdem uma área de habitat, é bem improvável que eles jamais voltem.

Algumas espécies podem piscar muitas horas por noite, enquanto outras piscam por apenas 20 minutos ao entardecer. A comunicação luminosa dos vagalumes pode ficar muito mais complicada; algumas espécies possuem múltiplos sistemas de sinalização, e alguns deles podem usar seus órgãos de luz para outros fins.

Defesas químicas fedidas

Muitos vagalumes se protegem de predadores com produtos químicos chamados lucibufagins. São moléculas que os insetos sintetizam de outras substâncias químicas que comem em sua dieta. As lucibufaginas são quimicamente muito semelhantes às toxinas que os sapos exalam de suas peles, em doses certas elas são tóxicas e extremamente desagradáveis.

Pássaros e outros predadores aprenderam rapidamente a evitar vagalumes.

Muitos outros insetos imitam visualmente os vagalumes com a intenção de parecer algo desagradável ou perigoso de se comer. Os vagalumes também parecem produzir outros produtos químicos defensivos, alguns que contribuem para o seu cheiro característico.

A maioria dos vagalumes preferem habitats inalterados, bosques, florestas, pântanos, etc.

Eles esperam que o habitat permaneça inalterado durante o ano ou mais, para completar seus ciclos de vida. Esses insetos passam a maior parte de suas vidas como larvas que atacam minhocas e outros animais no solo ou nas folhas – a maioria dos adultos não se alimenta. Se esse habitat for interrompido durante a juventude, as populações podem ser completamente extintas.

Lampyris noctiluca na Alemanha
Wofl~commonswiki /Wikimedia Commons

A destruição do habitat é, portanto, uma das maiores ameaças aos vagalumes. Outros perigos incluem a poluição luminosa e aplicações de inseticidas para controle de mosquitos.

Ainda temos muito o que aprender sobre eles.

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