Reservatórios de metano em massa sendo desencadeados pelo aquecimento global

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As mudanças climáticas são muito complexas, já que existem muitos processos envolvidos, afetando diretamente negativamente alguns pontos,  e melhorando em outros. Por exemplo, o aquecimento dos oceanos leva a liberação de metano, um poderoso gás de efeito estufa, a partir de suas prisões congeladas, submersas. E agora, observando as bolhas de gás liberados, uma nova pesquisa da Universidade de Washington conseguiu estudar diretamente esse fenômeno.

Conforme descrito nojornal Geochemistry, Geophysics, Geosystems, foi observado ao largo da costa de Washington e Oregon, nos últimos 10 anos, um número desproporcional de metano congelado – hidrato de metano – conhecido por ser armazenado.

“Nós vemos um número elevado nas profundidade, onde o hidrato de metano poderia se decompor se a água do mar estivesse aquecida”, relatou o principal autor da pesquisa Paul H. Johnson, professor de UW de oceanografia. “Portanto, não é provável que seja apenas emitido a partir dos sedimentos; este parece ser proveniente da decomposição de metano que foi congelado há milhares de anos “.

Os clatratos de metano, também conhecidos como hidratos de metano, são espetacularmente cadeias perigosas de metano, um dos três gases de efeito estufa mais potentes. Os gases de efeito estufa, com relação ao seu potencial de aquecimento, são classificados por climatologistas pela sua capacidade de manter o calor dentro da atmosfera da Terra e pelo tempo que eles normalmente gastam lá. Embora o metano não passe o tempo na atmosfera como o dióxido de carbono,  é capaz de interceptar a radiação térmica com maior eficácia na atmosfera da Terra, tornando-se significamente perigoso, a longo prazo.

O metano como gás, é emitido tanto pelo homem, como em processos naturais da natureza, porém um grande volume do gás é armazenado como clatratos sob grandes extensões de neve e sob os oceanos do planeta. Estes clatratos são mantidos a partir de um ambiente com baixa temperatura marinha.

Como os seres humanos bombeiam enormes quantidades de dióxido de carbono para a atmosfera, o mundo aquece; simultaneamente, algumas dessas emissões de carbono se dissolvem na água, formando o ácido carbônico. A atmosfera em aquecimento já está derretendo as calotas de gelo, ameaçando soltar os clatratos no ar. Além disso, o aquecimento em águas oceânicas pode causar um vazamento de metano perigoso para o meio ambiente, como o estudo mostra.

Se as regiões de armazenamento destes vastos reservatórios de metano gelado forem desestabilizados significativamente, o efeito do aquecimento global resultante poderá ser profundo, e talvez irreversível. Se o metano é liberado o suficientemente, e as temperaturas globais subirem rapidamente, os oceanos se tornarão mais quentes e mais ácidos, as calotas de gelo irão derreter rapidamente, e uma quantidade maior de metano será liberado.

Já houve históricos potenciais deste caso, o de maior relevância ocorreu no máximo térmico do Paleoceno-Eoceno (PETM), um evento de aquecimento súbito e catastrófico que ocorreu há 56 milhões de anos atrás e durou cerca de 170.000 anos. A temperatura do planeta aumentou entre  5ºC e 8 °C em apenas 20.000 anos.

Embora várias causas tenham sido citados, parece provável que uma liberação maciça desestabilizadas de hidratos de metano dos oceanos, sejam as culpadas por este evento do passado.

Via: Online Library

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